Venha morrer de medo com mais 5 criaturas lendárias aterrorizantes – parte 4

A gente sabe que as pessoas que visitam o nosso site adoram lendas urbanas e criaturas lendárias. É por isso que estamos desmembrando os nossos principais artigos e reescrevendo essas histórias assustadoras. Na quarta parte do nosso artigo sobre as criaturas lendárias, temos mais alguns monstros horrendos para você conhecer. Está preparado?

1. Dobhar-chú – Lontra Lendária

Criaturas lendárias

A Lontra está associada a sabedoria e às habilidades ancestrais, assim como ao ancouramento dos tesouros interiores. Representa confiança e determinação, a lealdade e a cura espiritual. Sou testemunha e posso afirmar que como Animal Guardião ou Animal Totem, como preferirem, a lontra traz com sua energia todas estas qualidades. Dobhar-chú seria a lontra mutante habitante dos lagos da Irlanda antiga, sobre à qual fala-se em muitos contos e cantos regionais.

A Irlanda tem diversas lendas sobre essa criatura. Uma das principais é essa que iremos relatar. O conto decorre do bestial assassinato de Grainne Ni Conalai (Grace Connolly) no Lago Glenade,Condado de Leitrim em 24 setembro 1722. Os detalhes eram conhecidos por todos, uma vez que a balada era cantada nas feiras das ruas de Kinlough e nas proximidades.

Alguns dizem que ela fora ao lago para lavar a roupa, já a balada canta que iria banhar-se. Mas esta não é a questão. Ao perceber que ela não retornaria, seu marido Traolach Mac Lochlainn ou McGloughlan, passou a procura-la, e ficou horrorizado quando viu o corpo de sua amada deitado à beira do lago com a besta adormecida sobre seu peito mutilado. As palavras do poema a seguir foram escritas na época do incidente, fazem parte da lenda em torno de um evento que estimula a discussão e polêmica até os dias atuais. A balada foi habilmente composta por um “professor da escola do tempo”. Uma versão abreviada abaixo traz a história viva da vida:

Poema da Lontra Lendária

[…] E enquanto isso, aquela linda vida, forma qual não faltava beleza, fora roubada pelo Dobhar-chú diante a imensidão do lago que ceifava sua vítima, ela quem concedeu cama e bordo àMcGloughlan; Sua esposa amorosa, muito mais do que sua vida, quem ele mais que adorava.
[…] Ela, depois de ter ido banhar-se ao que parece dentro da água clara, não retornara quando devia, seu marido tomado pelo medo correu para onde poderia encontra-la, quando oh! Jazia estendido diante de seus olhos para sua surpresa uma forma mutilada ainda sangramento quente. […] Sob seu peito que fora branco como neve um dia, mas agora lambuzava-se de sangue, repousava o ser: Dobhar-chú entre seus intestinos e as vísceras todo tingido com uma tonalidade avermelhada: “Oh, Deus”, gritou ele, “Não posso suportar isso, mas o que faço agora?” […] Ele orou com força, o demônio estava ali deitado, McGloughlan ao ver a cena cambaleava como uma criança, o ódio e o sangue ferviam dentro de suas veias rápido e selvagem. Era perda de tempo olhar para aquela que ele amava, então rapidamente voltou para casa enquanto toda a sua raiva e paixão reprimida violentamente queimavam. […] Ele chegou à sua casa, ele pegou sua arma apertando-a com nervos de aço e voltou correndo. Levantou seu braço e, em seguida, um tiro. Um grito de morte se ouviu pelo ar perfumado. Mas, o que é isso, isso que veio no momento seguinte, saindo das profundezas como se clamasse por vingança! […] A besta do demônio morria com apitos longos e fortes enquanto seu companheiro aparecido do nada aproximava-se. McGloughlan, tremendamente intimidado correu para sua casa. Seus vizinhos o aconselharam, o condado o questionou, e voando mandaram-no fazer de uma vez e não esperar até o anoitecer a perigar pela sua vida.

Vingança

[…] Ele e seu irmão, um par resistente, tomaram seus cavalos, abandonaram suas casas e foram ao oeste. Cada um tinha para sua proteção um punhal afiado durante longo tempo, velozes perseguiam por aquela fera brutal, o Dobhar-chú assobiador.
[…] As rochas estalavam, as águias gritavam de pavor. O lavrador houvera deixado seus cavalos e peixes sozinhos e dizia: “Longe da montanha, pelos córregos distantes, vou correndo para o mar…” As leis da natureza então pararam, para assistir a morte ou a vitória. […] Por 20 milhas os cavalos galantes e seus orgulhosos cavaleiros furavam vales de poderosa estirpe nunca vistos antes. A besta rasgava pelas trilhas com seu grito estridente de medo; Os irmãos tentariam ou morreriam no vale de Cashelgarron. Desmontando seus cavalos ofegantes, colocaram-se em cada caminho sentido aos antigos pântanos, e de pé os cavalos aguardavam por eles. Com suas adagas levantadas, os nervos de seus braços preparavam-se para atacar e impetrar o golpe fatal. […] Após pouco tempo de espera o animal com o nariz na trilha havia farejado o rastro e chegara. Os cavalos haviam servido de isca, sem pensar, com seu punhal fervendo ele mergulhara por baixo do cavalo… McGloughlan fincara seu punhal até o cabo através do coração da besta. “Obrigado Deus, obrigado Deus”, os irmãos choraram no delírio da selvageria e prazer, a humilde casa do lago Glenade dever-lhes-ia abrigo nesta noite. […] Se há alguma dúvida sobre o que eu escrevo, visite a velha Conwell, e lá verá o túmulo onde dorme o valente, seu cavalo, e a linda esposa cujo epitáfio eu conto.

2. Dinotério

Criaturas lendárias

O dinotério (Deinotherium bozasi) foi um mamífero herbívoro, parente dos elefantes atuais. Foram contemporâneos doaustralopiteco. Mediam entre 3,5 e 4 m de altura de cernelha e tinham grandes presas curvadas para baixo. Supõe-se que eram usadas para arrancar casca dos troncos de árvores, que junta a folhas, constituíam sua dieta. Eles parecem ter possuído trombas mais curtas do que o elefante atual.

O seu nome quer dizer fera terrível (dheinos, terrível e therium, fera). Viveu nos períodos mioceno, plioceno e pleistoceno. Os cientistas estimam que ele atingisse uma massa corporal por volta de 14 toneladas o que o coloca como o segundo maior mamífero terrestre de todos os tempos perdendo só para o indricotheriumque pesava em torno das 15 toneladas. Ele tinha 4 metros de altura na cernelha.

3. Diplocaulus

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Diplocaulus é um género extinto dum anfíbio da sub-classe lepospondyli, do período permiano. Tinha até um metro de comprimento.

Diplocaulus é conhecido pelas largas protuberâncias nas laterais do crânio, o que causa uma aparência semelhante à de umbumerangue. Julgando pelos seus fracos membros e cauda relativamente curta, presume-se que tenha nadado com movimentos ascendentes e descendentes do seu corpo, não diferente dos cetáceos de hoje. A cabeça larga pode ter ajudado a criatura a deslizar através da água. Além disso, também se pensa que teria um propósito de defesa, pois qualquer predador teria grandes dificuldades em engolir uma criatura com uma cabeça tão larga. Um primo próximo do Diplocaulus é o Diploceraspis.

Salamandras com cabeça de martelo desconhecidas têm sido reportadas em criptozoologia de tempo a tempo. Em 1992, um artista japonês fez um pequeno modelo do diplocaulus, o qual foi fotografado numa alguidar no jardim, como se tivesse sido capturado. A foto parecia bastante realista e circulou em fóruns como o cryptozoology.com, onde muitos pensaram ser uma salamandra real. Na verdade, o que aconteceu foi que o artista japonês T.T. Kas de Tóquio criou essa salamandra, com barro e plástico, para participar num concurso de modelos de monstros de uma revista japonesa. Esse modelo foi fotografado por alguém e enviado para o Professor Patrick J. Schembri, no Departamento de Biologia da Universidade de Malta.

4. Emela-ntouka

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Emela-ntouka é uma criatura lendária da mitologia das tribos de pigmeus, e um criptídeo que supostamente habita na África Central, que parece uma mistura de búfalo com rinoceronte. Diz-se que o seu nome significa matador de elefantes na língua lingala. Em outras línguas é supostamente chamada Aseka-moke, Njago-gunda, Ngamba-namae, Chipekwe or Irizima.

Essa criatura aparece em quase todas as culturas das tribos da África Central (embora com nomes diferentes) e era temida pelos nativos da região. Os anciões das tribos alegavam que o encontra com a fera resultava em morte, pela sua ferocidade. Aos curiosos é aconselhavel ver ela a distância, pois é de praxe atacar tudo que se mexer e ela não ganhou o título de matador de elefantes à toa.

5. Gambo

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Gambo é um apelido dado por criptozoologistas a um animal marinho não identificado cuja carcaça supostamente apareceu nas costas de Gâmbia em 1983. Foi descrito como de pescoço curto, bico e nadadeiras, com cerca de 4,5 metros de comprimento. A cabeça tinha 1,4 metro de comprimento, com bico de 75 cm. Acredita-se que a carcaça pertencia a um filhote. Imagine o tamanho do bichano.

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