6 descobertas sobre a Felicidade

Felicidade é subjetiva. Cada um tem seu próprio conceito de felicidade, embora a maioria adote o conceito do outro para se sentir feliz. Você pode ser o homem mais feliz do mundo passando dias e noites meditando ou pode ser extremamente triste mesmo sendo dono das maiores riquezas materiais que o homem pode ter!

Entretanto, mesmo sendo algo subjetivo, a curiosidade científica se ateve à tais restrições. A Ciência vem procurando descobrir qual é a fórmula da felicidade há tempos. Esse post mostra o que a Ciência vem descobrindo sobre a Felicidade e como alcançá-la. Confira: 

 6. Ingredientes da Felicidade

Dorothy e Totó, Amélie Poulain, dr. House e todo o resto da humanidade, incluindo personagens fictícios e gente de carne e osso, têm em comum a busca obstinada pela felicidade. Seja atrás do arco-íris, nas ruas de Paris ou no hábito reprovável de infernizar a vida alheia, estão sempre procurando os ingredientes de um produto subjetivo e impossível de se achar nas prateleiras. Os psicólogos também se interessam pela fórmula e há décadas investigam a combinação certa dos elementos. Nos anos 1940, o cientista americano Abraham Maslow propôs uma pirâmide de necessidades que, pela ordem hierárquica, significariam o bem-estar da população em geral. Agora, a Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, resolveu checar se ele estava certo. E saiu pelo mundo atrás da receita.

Em parceria com o instituto de pesquisas Gallup, os psicólogos elaboraram perguntas sobre o preenchimento das necessidades básicas humanas, os fatores que desencadeiam sentimentos positivos, como o riso, e aqueles cuja falta levam a sentimentos negativos, como o desrespeito. Quase 61 mil pessoas de 123 países, incluindo o Brasil, responderam às questões. De acordo com os pesquisadores, a amostra representa 95% da população do planeta, pois investigou indivíduos de todos os continentes, moradores de áreas urbanas e rurais. Com poucas variações culturais, os psicólogos descobriram que é possível identificar os ingredientes universais da felicidade.

Além da pirâmide de Maslow, Louis Tay e Ed Diener basearam-se em teorias de outros cientistas sociais e construíram uma metodologia própria. Eles pesquisaram a importância do preenchimento de necessidades básicas, como alimentação e moradia, e de fatores subjetivos do bem-estar, como estima e respeito, sob três pontos de vista. Primeiro, pediram que os participantes do estudo escolhessem, pela ordem hierárquica, quais elementos mais pesavam na hora de avaliar suas vidas. Depois, perguntaram a importância de cada um deles na geração de sentimentos positivos ou negativos.

“Procuramos examinar a associação de seis elementos sob cada uma dessas três perspectivas, com o objetivo de responder a várias questões”, diz Louis Tay. Os cientistas queriam saber, entre outras coisas, se o bem-estar geral estava associado ao preenchimento de todas as necessidades básicas e quais os fatores considerados mais importantes pela população.

Quando questionados sobre os principais ingredientes da felicidade na avaliação geral de suas vidas, os participantes do estudo elegeram a seguinte ordem: necessidades básicas, relacionamentos sociais, domínio (fazer alguma coisa melhor do que outros), autonomia, respeito e segurança. Mesmo em penúltimo lugar, o respeito é um fator importante. Perguntados sobre quais desses elementos haviam despertado sentimentos positivos, como riso, ou negativos, como tristeza, nos últimos dias, os respondentes apontaram o respeito – ou a falta dele – nos dois casos.

5. E nós brasileiros, somos felizes?

Segundo Tay, entre 123 países, o Brasil ficou no 32º lugar no ranking, considerando a importância atribuída aos seis elementos avaliados. A nação se saiu bem quanto à satisfação dos sentimentos positivos: 14º. Já a falta de estima, segurança, respeito, relacionamentos e domínio não parece afetar tanto os brasileiros, pois o país alcançou a 89ª posição quando os participantes tiveram de apontar o quanto essas questões interferiam em suas vidas de forma negativa. Para 70% da população nacional, as necessidades básicas são preenchidas, o que deixou o país em 59º lugar nesse quesito. Mas os brasileiros estão se sentindo inseguros. “Trinta e cinco por cento disseram que estão satisfeitos quanto à segurança, colocando o Brasil na 109ª posição”, conta o psicólogo de Illinois.

De acordo com o cientista social Ed Diener, que também participou do estudo, na avaliação universal, quanto maior a satisfação dos elementos da base da pirâmide, considerados os mais importantes, mais o indivíduo é feliz. Além disso, o preenchimento do maior número possível de variáveis associadas às necessidades básicas – dinheiro, comida e moradia por exemplo – está relacionado a um nível maior de sentimentos positivos. Mas ele alerta que ter algo em demasia não significa ser feliz.

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Mesmo que alguém tenha um salário milionário ou seja bastante respeitado, se os outros ingredientes estiverem fora da receita o bolo vai desmoronar. “Como vitaminas, cada um dos elementos é necessário de forma independente. Ter uma quantidade excessiva de determinada vitamina não tira a necessidade de o organismo ser suprido por outras. Todos os elementos devem contribuir para o bem-estar. Só porque alguém tem acesso a muita comida e segurança, isso não supre a importância do convívio social”, esclarece, lembrando que Maslow já fazia essa comparação entre as vitaminas e os fatores importantes para a felicidade.

4. O gene da Felicidade

Esqueça dinheiro, fama e boa aparência. Suas maiores chance de ser feliz e contente com sua vida vêm um par de um gene em particular.

 Isso é verdade pelo menos para 2.574 adolescentes dos EUA que responderam a um questionário sobre sua satisfação com a vida, ou a falta dela.

“É a primeira constatação formal de um gene da felicidade, embora eu tenho certeza que outros serão encontradas”, comenta Jan-Emmanuel de Neve, da Faculdade de Economia e Londres, e co-autor do estudo.

As pessoas mais felizes tendem a ter uma variante longa do gene chamado 5-HTTLPR. Este gene produz uma molécula transportadora de serotonina, uma substância química que os neurônios utilizam para se comunicar uns com os outros. A variante longa ajuda a reciclar a serotonina mais rapidamente e mais eficientemente do que as variantes curtas.

De Neve extraiu seus dados do Estudo Nacional dos EUA de Saúde Adolescente, que tem seguido o mesmo grupo de adolescentes há 13 anos, de 1995 a 2008. As informação sobre genes neste estudo permitiu-lhes distinguir os voluntários entre quem tinha duas versões longas de 5-HTTLPR e quem tinha duas versões curtas, ou uma de cada.

Os entrevistados com as duas versões longas se mostraram ser duas vezes mais propensos a dizerem que estavam muito satisfeitos com a vida em comparação com os portadores das versões curtas.

Por outro lado, 26% das pessoas com duas versões curtas do gene disseram que estavam insatisfeitos com a vida, em comparação com 20% dos portadoras das variantes longas.

De Neve diz que ainda não está claro como a velocidade de reciclagem de serotonina afeta o humor, mas é óbvio que afeta. “A versão mais eficiente parece influenciar a predisposição para a felicidade”, resume ele.

Os resultados encontrados pela pesquisa atual coincidem com um estudo anterior, que concluiu que pessoas portadoras das duas variantes longas são mais otimistas.

“Não há dúvida de que a evidência está crescendo que o transportador de serotonina está envolvida em diversos níveis de vulnerabilidade emocional e bem-estar”, assegura Elaine Fox, da Universidade de Essex em Colchester, Reino Unido, que liderou o estudo sobre o otimismo.

De Neve salienta, no entanto, que muitos outros fatores influenciam em nosso bem-estar. “Não se pode encará-los como genes deterministas”, ressalta. “Se você for muito azarado em toda a sua vida, perder o emprego ou parentes próximos, será uma fonte maior de tristeza do que o fato de você carregar alguns genes em especial”, conclui.

 3. Felicidade feminina cai de forma absurda

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Nas últimas 4 décadas, as mulheres americanas conseguiram quase tudo o que o movimento feminista as prometeu. Que sorte! Felizes agora? Não, não estão!

Por todo o mundo industrializado, por onde o feminismo igualitarista passou suas poeira mágica as mulheres relataram que elas estão consideravelmente menos felizes e satisfeitas do que as mulheres ignorantes, oprimidas do patriarcado, vestidas de aventais do passado. A ciência agora procura resposta para essa falta de senso lógico da falta de restrições diminuir a felicidade e já aposta em uma hipótese: a natureza primitiva nas mulheres ainda tem poder de influência sobre seu comportamento.

O paradoxo do declínio da felicidade feminina, um novo estudo conduzido pelos acadêmicos de Wharton, Betsey Stevenson e Justin Wolfers, descobriram que a felicidade da mulher ocidental esteve declinando firmemente no exato período em que o feminismo estava mostrando suas garras.

“Dado a virada ―de direitos e poder de barganha dos homens em direção as mulheres no últimos 35 anos, mantendo tudo constante, nós podemos esperar assistir uma diminuição da felicidade das mulheres e aumento na dos homens”, o autor escreve.

Como pode isso? Afinal de contas, o feminismo não atingiu aquilo que queria? As mulheres hoje em dia não são apenas livres para buscar educação mas também emprego, escolher o marido e tantas outros acessos que são resultados diretos da luta feminista.

E no fim das contas, isso terminou por deixá-las mais infelizes. Vai entender?

Os autores do estudo relatam que ainda é cedo para levantar “certezas”, porém, algumas linhas de raciocínio já foram abordadas e consideradas, entre elas a sobrecarga da mulher ocidental, que além de trabalhar tem que cuidar da família e o percentual de mulheres que engravidam solteiras e depois tem que arcar com toda a instabilidade de criar um filho sozinha.

2. Felicidade é contagiosa

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Estudo publicado na revista científica British Medical Journal aponta que a felicidade de uma pessoa não é só uma escolha ou experiência individual, mas que está ligada “à felicidade dos indivíduos aos quais a pessoa está conectada, direta ou indiretamente”.

Pesquisadores Nicholas Christakis, da Escola de Medicina de Harvard, e James Fowler, da Universidade da Califórnia, mediram como e o quanto as redes sociais estão relacionadas com a sensação de felicidade de uma pessoa.

Segundo os dados do estudo, a felicidade de uma pessoa pode “contagiar” aqueles com quem ela se relaciona.

“Mudanças na felicidade individual podem se propagar em ondas de felicidade pela rede social e gerar grupos de felicidade e infelicidade”, diz o estudo.

E mais, não são apenas os laços sociais mais imediatos que têm impacto nestes níveis de felicidade, o sentimento consegue atingir até três graus de separação (amigos de amigos de amigos).

“Pessoas que estão cercadas de pessoas felizes e aqueles que são centrais nessas redes de relações têm mais tendência a serem felizes no futuro”.

A pesquisa aponta que estes grupos de “felicidade” resultam da disseminação desse sentimento, e não são apenas resultado de uma tendência dos indivíduos se associarem a pessoas com características similares.

Assim, um amigo que viva a uma distância de cerca de uma milha (1,6 km) e que se torna feliz, aumenta a probabilidade de que uma pessoa seja feliz em 25%. Efeitos similares foram observados entre casais que moram na mesma casa (8%), irmãos que vivam a menos de uma milha de distância (14%) e vizinhos (34%).

Surpreendentemente, essa relação não foi observada entre colegas de trabalho, o que sugere que o contexto social pode afetar na disseminação no sentimento de felicidade.

O estudo também aponta que a proximidade geográfica é essencial para a disseminação da felicidade.

Uma pessoa tem 42% mais chances de ser feliz se um amigo que viva a menos de 800 metros de distância se torna feliz. O efeito é de apenas 22% se o amigo morar a mais de 2,2 quilômetros

Para chegar a essas conclusões, os autores analisaram dados coletados em um outro estudo que reuniu informações de 5.124 adultos entre 21 e 70 anos na cidade de Framinggham, no Estado americano de Massachusetts, entre 1971 e 2003.

Originalmente iniciado para pesquisar riscos de problemas no coração, este estudo também coletou dados sobre a saúde mental dos entrevistados.

Em diversos momentos, os entrevistados foram convidados a responder se concordavam ou discordavam de quatro afirmações: “Me sinto esperançoso em relação ao futuro”; “Eu fui feliz”; “Eu aproveitei a vida” e “Eu me senti tão bem como as outras pessoas”.

Para chegar ao conceito de “felicidade” usado em sua pesquisa, Christakis e Fowler levaram em conta a resposta afirmativa às quatro sentenças.

Segundo o professor Andrew Steptoe, especialista em psicologia da University College of London, “faz sentido intuitivamente que a felicidade das pessoas à nossa volta tenham impacto em nossa própria felicidade”.

“O que é um pouco mais surpreendente é que essa felicidade parta não apenas daqueles muito próximos a você, mas também de pessoas um pouco mais distantes.”

Segundo ele, a pesquisa também pode ter implicações em políticas de saúde pública.

“A felicidade parece estar associada a efeitos protetores à saúde.”

“Se a felicidade realmente for transmitida por conexões sociais, ela poderia, indiretamente, contribuir para a transmissão social de saúde”, disse ele.

1. 341 mil por ano compra a felicidade!

Dinheiro compra felicidade? Na opinião da maior parte das pessoas, sim. Foi o que apontou uma pesquisa da consultoria de investimentos Skandia International, que entrevistou mais de cinco mil pessoas em 13 países, inclusive no Brasil (com 217 entrevistados).

O estudo Wealth Sentiment Monitor (algo como monitor do sentimento de riqueza) identificou que 80% das pessoas entrevistadas acreditam sim que dinheiro compra felicidade. E mais do que isso, a felicidade tem um preço bem definido, segundo a pesquisa.

A média global apontou que a renda anual necessária para ser feliz é de 161,810 mil dólares, equivalente a quase 341 mil reais. Para garantir esse valor, a renda mensal de uma pessoa precisaria ser de cerca de 13,484 mil dólares, pouco mais de 28 mil reais.

Como lembra a Skandia International, o dado de sensação de felicidade é alarmante, pois a renda anual geral calculada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) no mundo gira em torno de 10,700 mil dólares por ano, ou pouco mais de 22 mil reais.

A pesquisa também apontou quanto uma pessoa precisa acumular para que possa ser chamada de próspera. A visão global apontou para uma média de 1,8 milhão de dólares, ou 3,792 milhões de reais.

Bônus: Sêmen deixa as mulheres felizes

Um dos segredos para a felicidade feminina pode estar no sêmen. Segundo um estudo feito pela New York State University, o contato com o líquido deixa as moças mais felizes e pode ajudar no combate à depressão. Isso porque a substância influencia quimicamente os níveis de humor femininos.

Os pesquisadores compararam a saúde mental e a atividade sexual de 293 mulheres. Cada participante efetuou alguns testes e respondeu anonimamente a um questionário sobre sua saúde, comportamento e atividade sexual.

De acordo com a pesquisa, o líquido seminal contém três substâncias que alteram o humor: cortisol – responsável por aumentar a afeição – além da estrona e oxitocina. As duas últimas substâncias elevam o humor. Ou seja, seu marido é diretamente responsável pela sua “alegria”.

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