A Prefeitura de Sarandi estima gastar entre R$ 7 milhões a R$ 8 milhões para concluir as obras do novo Paço Municipal de cidade, paralisadas desde dezembro de 2024. A intervenção, iniciada em janeiro de 2023, foi interrompida com pouco mais de 85% de conclusão.
A estimativa de valores foi elaborada por técnicos do próprio município e foi confirmada ao Maringá Post pelo prefeito de Sarandi, Carlos de Paula (PSB), em entrevista nesta segunda-feira (20). De acordo com o chefe do Executivo, o município concluiu uma planilha de valores com o que falta ser feito e aguarda uma análise do Paraná Cidade, órgão do Governo Estadual que deverá custear parte da intervenção.
Quando a autarquia der o aval para os valores, o município poderá licitar o que falta ser feito. De acordo com De Paula, a expectativa é que a obra seja retomada ‘o mais rápido possível’.
“Para a gente licitar, nós precisamos da autorização do Paraná Cidade, já que esse recurso foi financiado por ali, então nós precisamos aguardar que eles possam sinalizar o que a gente pode licitar. Nossa intenção é concluir essa obra o mais rápido possível, até porque não falta muito para ser feito, só que a gente precisa de legalidade, precisa da autorização do Paraná Cidade, a gente quer que eles autorizarem”, afirmou o prefeito.
O novo Paço Municipal de Sarandi foi licitado em outubro de 2022. Na época, uma construtora de Curitiba se comprometeu a realizar a construção, de três pavimentos e 3 mil m² ao custo de R$ 22,8 milhões. Seriam R$ 15 milhões financiados pelo Governo do Paraná e o restante em contrapartidas municipais para substituir a atual sede do Poder Executivo, que opera em um prédio alugado desde a década de 1990.
A obra tinha prazo de 12 meses para ser entregue. Após duas prorrogações de prazo, o contrato com a construtora foi rescindido após a empresa solicitar um aditivo, de aproximadamente R$ 5 milhões, que o município considerou não justificável. A rescisão ocorreu em dezembro de 2024, época que o medidor de obras públicas do Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR) apontava 85% de conclusão.
De acordo com o prefeito de Sarandi, a empresa ainda tem valores a receber da parte que foi entregue, mas deverá judicializar a cobrança.
“A empresa parou a obra, o ex-prefeito não quis pagar (o que faltava) e virou o mandato. Sem contrato, eu não posso pagar os restos do ex-prefeito. Fomos para Curitiba, conversamos no Paraná Cidade e lá eles passaram a informação que a gente poderia fazer uma confissão de dívida para pagar o restante e licitar novamente, mas a empresa não quer mais receber, diz que vai entrar na Justiça. Então finalizamos a planilha do que falta e estamos esperando autorização”, concluiu De Paula.


















