Aos 79 anos, músico de rua atrai visitantes e emociona público na Expoingá com clássicos sertanejos

Entre os corredores movimentados e o público que começa a chegar para a primeira noite da Expoingá 2026, um violão chama atenção de quem passa. Sentado com simplicidade, mas carregando décadas de histórias na música, Juvelino Dias, de 79 anos, transforma o espaço em palco e emociona visitantes com canções sertanejas clássicas.

Morador de Maringá, ele conta que a paixão pelo violão começou ainda na infância — e nunca mais saiu da sua vida.

“Eu tinha 9 anos quando comecei. Peguei gosto pela coisa e nunca mais teve jeito de largar esse violão”, disse, sorrindo.

Mesmo enfrentando dificuldades na voz recentemente, Juvelino afirma que continua indo às ruas porque tocar é parte da sua rotina e da sua identidade.

“Eu dei problema na voz esses dias, não tá querendo sair som direito. Mas o maior negócio é tocar. Eu sempre saio e tenho que levar o violão comigo.”

Apaixonado pela música sertaneja raiz, ele revela que gosta especialmente de cantar músicas mais agudas, inspiradas em grandes nomes do gênero.

“Eu gosto dessas músicas altas, igual as do Gilberto e Gilmar, Chitãozinho e Xororó. Essas entram tudo na minha agenda.”

Música como complemento de renda

Além da aposentadoria, Juvelino conta que a música ajuda diretamente no sustento. Pedreiro de profissão, ele afirma que encontrou nas apresentações de rua uma forma de complementar a renda nos últimos anos.

“Se não fosse isso, eu tava ferrado. O dinheirinho ajuda bastante.”

Segundo ele, já são cerca de 15 anos tocando pelas ruas da cidade.

“Eu descobri que era artista de rua. Tem até placa de artista de rua aqui”, brincou.

Na Expoingá, Juvelino pretende marcar presença todos os dias.

“Aqui sai grana pra caramba. Hoje mesmo já ganhei um cachêzinho de 20 conto”, contou, aos risos.

Figura conhecida no Centro de Maringá

Quem frequenta a região central de Maringá provavelmente já cruzou com Juvelino em algum momento. Ele costuma tocar próximo à Praça Raposo Tavares e em esquinas movimentadas da cidade.

Além da música, ele também se diverte contando sobre outras formas curiosas que encontrou para chamar atenção do público.

“Eu também trabalho com bicicleta maluca”, disse, em tom descontraído.

Carismático, simples e apaixonado pela música, Juvelino segue transformando as ruas e agora a Expoingá em cenário para sua arte — mostrando que talento e paixão não têm idade.