O Paraná registrou redução no número de casos e mortes por dengue nos primeiros meses de 2026. Apesar do cenário positivo, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça que a população deve manter os cuidados preventivos.
De acordo com o órgão, a circulação simultânea de diferentes sorotipos do vírus mantém o risco de novos surtos. A dengue possui quatro variações — DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4 — e a infecção por um deles garante imunidade apenas para aquele tipo específico.
Isso significa que uma mesma pessoa pode contrair a doença mais de uma vez. Além disso, infecções por sorotipos diferentes aumentam o risco de formas graves, que podem levar a complicações e até à morte.
O secretário estadual da Saúde, César Neves, destaca que a queda nos indicadores não representa o fim do problema.
“As medidas de controle do mosquito devem ser mantidas rigorosamente. A limpeza de calhas, vedação de caixas d’água e o descarte correto do lixo são ações fundamentais”, afirmou.
Vigilância e cenário atual
A vigilância epidemiológica acompanha a circulação do vírus no Paraná desde 1995. Nos últimos anos, houve alternância entre os sorotipos predominantes, com destaque para o DENV-2, que segue como o mais frequente.
Entre janeiro e abril de 2026, os laboratórios estaduais analisaram mais de seis mil amostras. Destas, mais de 200 testaram positivo para dengue, mantendo o padrão observado em 2025.
Outro ponto de atenção é a reintrodução do sorotipo DENV-3, registrada a partir de 2024.
Prevenção segue essencial
Mesmo com a queda nos casos, o combate ao mosquito Aedes aegypti continua sendo a principal estratégia de controle da doença.
Entre as principais orientações estão:
- manter caixas d’água fechadas
- evitar água parada em recipientes
- limpar calhas e quintais
- descartar corretamente o lixo
Segundo a Sesa, o engajamento da população é fundamental para manter a doença sob controle, especialmente diante das condições climáticas que favorecem a proliferação do mosquito.
