A modernização física do Parque de Exposições Francisco Feio Ribeiro para a Expoingá 2026 não foi fruto apenas de investimentos diretos, mas de uma estratégia empresarial de Naming Rights. Em entrevista ao podcast Ponto a Ponto, a apresentadora oficial da feira e presidente da Rural Jovem, Vanessa Vargas, explicou como a atual gestão da Sociedade Rural de Maringá (SRM) utilizou parcerias com grandes marcas para revitalizar espaços históricos que sofriam com o desgaste do tempo.
Ao assumir a diretoria em outubro, a equipe de Henrique Pinto deparou-se com um cronograma apertado e estruturas que demandavam manutenção urgente. “A gente tinha muitas estruturas que precisavam de bastante atenção, de bastante carinho e, economicamente, para nós, não estava viável naquele momento”, revelou Vanessa. A solução foi atrair o setor privado para “dar nome” e, consequentemente, financiar a reforma desses locais.
A quebra de paradigma: “Nem azul o pavilhão era mais”
Um dos exemplos mais emblemáticos citados por Vanessa foi o antigo Pavilhão Azul, que agora leva a identidade visual de uma cooperativa de saúde. A mudança gerou debates internos, mas foi defendida pela diretoria como uma necessidade estética e funcional. “Você trocar a cor do pavilhão azul é um grande passo, é uma coisa muito expressiva. Mas nem azul ele era mais, ele era um pavilhão descascado, descaracterizado”, pontuou.
Segundo ela, a estratégia permitiu que marcas como Unimed, Transpanorama e Sicredi assumissem pavilhões e arenas, garantindo não apenas a pintura, mas melhorias reais. Até os banheiros centrais entraram no pacote, sendo reformados e adaptados por uma empresa do setor de revestimentos. “A Revest abraçou o banheiro, reformou, fez todas as adaptações para a pessoa com deficiência”, destacou Vanessa.
Descentralização e execução técnica
Vanessa enfatizou que a viabilização desses contratos — que descreveu como “extremamente complexos” — só foi possível porque o presidente Henrique Pinto rompeu com o modelo de gestão centralizadora. A liberdade dada aos diretores permitiu que cada área técnica (jurídica, logística e marketing) atuasse de forma independente.
“Ter uma grande ideia é a parte mais simples. Mas você colocar isso em prática, se fosse para eu colocar sozinha, seria impossível. Primeiro precisou do presidente acreditar nessa visão. Tudo isso foi feito por diretores, nada disso foi terceirizado”, afirmou.
Para a apresentadora, essa postura reflete um novo espírito associativista, onde a diretoria trabalha de forma voluntária e técnica para entregar um parque requalificado não apenas para os 11 dias de feira, mas para todo o tempo de gestão.
Além da estética: Acessibilidade e Bem-estar
Para a SRM, a revitalização via Naming Rights reflete diretamente na experiência do visitante. Vanessa defende que uma estética bem cuidada gera bem-estar e eleva o padrão da feira para o nível das grandes exposições internacionais.
“Uma estética bonita traz bem-estar e faz parte de uma grande feira”, concluiu. O mapeamento dessas novas estruturas será testado agora em maio, com a expectativa de que o modelo sirva de legado para as próximas edições.
Serviço
A entrevista completa com Vanessa Vargas, onde ela detalha também a política de preços populares e o retorno da ecoterapia, está disponível no canal do Maringá Post no YouTube.
Apresentação: Ronaldo Nezo
Produção de áudio e vídeo: VMark Estúdio
