Investimentos em assistência estudantil combatem ociosidade de vagas nas licenciaturas da UEM

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A redução na procura pelos cursos de licenciatura é um desafio estrutural enfrentado pelas instituições de ensino superior em todo o país. Diante do cenário nacional de ociosidade em carreiras voltadas à formação de professores — como Física, Matemática, Química e Filosofia —, a Universidade Estadual de Maringá (UEM) adotou uma estratégia focada no fortalecimento das políticas de assistência estudantil para atrair e manter os alunos em sala de aula.

 

O esvaziamento das licenciaturas gera preocupações que vão além dos muros acadêmicos, impactando diretamente a qualidade da educação básica e a segurança pública a longo prazo. Na UEM, as ações de enfrentamento ao problema foram concentradas na garantia de condições dignas para que o estudante de baixa renda, muitas vezes matriculado no período noturno, consiga concluir a graduação.

 

Para a governança da instituição, a manutenção e o financiamento desses cursos são obrigações fundamentais do Estado, independentemente das flutuações de mercado. “O Estado tem que continuar formando e bem professores em todas as áreas. Matemática, Física, Filosofia, Letras, Pedagogia. Independente, esses cursos têm que existir. Isso é apropriação de profissionais de excelência para a sociedade”, defende o reitor Leandro Vanalli.

 

Alimentação e bolsas permanência

O principal pilar da estratégia de retenção de alunos foi a reformulação e a ampliação dos programas de auxílio financeiro e nutricional. O volume de bolsas de permanência concedidas pela universidade registrou um salto expressivo na atual gestão, passando de cerca de 100 auxílios para quase 300 benefícios ativos, com o respaldo do Conselho de Administração da UEM.

 

Paralelamente, o Restaurante Universitário (RU) recebeu um aporte recorde de investimentos, que alcançou a marca de R$ 7 milhões em subsídios garantidos por lei estadual. A estrutura passou por um processo de modernização e climatização, além da substituição completa de utensílios e equipamentos industriais da cozinha.

 

A grande mudança, contudo, foi a ampliação do atendimento para suprir as necessidades dos estudantes do turno da noite, público majoritário das licenciaturas. “Criamos o jantar. Criamos também o café da manhã. Aliás, o nosso restaurante universitário nunca teve tantos investimentos. Servíamos 600 refeições. Hoje estamos batendo quase 3 mil refeições diárias”, contabiliza Vanalli.

 

Resultados práticos na ocupação das vagas

Os reflexos da política de acolhimento e das mudanças nos processos de chamadas de excedentes — com a abertura de vagas remanescentes mesmo após o início do ano letivo — já aparecem nos relatórios estatísticos da instituição.

 

Nos últimos três anos, a UEM conseguiu atingir a marca de 95% de ocupação das vagas de primeiro ano na média geral dos seus cursos, um índice considerado saudável diante do cenário de retração enfrentado por outras universidades públicas e privadas. O fortalecimento dessa base garante que o fluxo entre calouros e formandos siga em equilíbrio, consolidando a eficiência social da universidade pública.

 

Serviço

O episódio completo do podcast Ponto a Ponto com o reitor Leandro Vanalli está disponível no canal do Maringá Post no YouTube.

Apresentação: Ronaldo Nezo

Produção de áudio e vídeo: VMark Estúdio