Setenta pessoas privadas de liberdade da Colônia Penal Industrial de Maringá (CPIM) foram mobilizadas para auxiliar na recuperação da cidade após o tornado que atingiu o município na madrugada de segunda-feira (2). A iniciativa, realizada em parceria com a Prefeitura de Maringá, reforça a força-tarefa de limpeza, retirada de árvores e desobstrução de vias públicas.
Os trabalhos começaram ainda durante o feriado de Finados, quando normalmente não haveria expediente nas frentes de trabalho. A convocação excepcional ampliou o número de equipes disponíveis para atender às ocorrências e acelerar a recuperação das áreas atingidas.
Com rajadas de vento próximas de 97 km/h, o tornado provocou estragos em diferentes regiões de Maringá. Árvores e postes foram derrubados, imóveis residenciais, estabelecimentos comerciais e prédios públicos sofreram destelhamentos, e o fornecimento de energia elétrica foi comprometido. Diante dos danos, o município decretou estado de calamidade pública.
As equipes mobilizadas pela Polícia Penal atuam na retirada de galhos, troncos e outros materiais espalhados pelas ruas, além da limpeza e reorganização de espaços públicos. Os trabalhos são realizados em conjunto com o Instituto Ambiental de Maringá (IAM) e as secretarias municipais de Infraestrutura (Seinfra), Limpeza Urbana (Selurb) e Bem-Estar Animal (Sebea), entre outros setores.
Um dos locais que recebem o reforço é o Parque do Ingá, bastante atingido pela passagem do tornado. A quantidade de árvores e galhos caídos dificultou o acesso ao interior do parque. Por isso, os trabalhadores começaram pela limpeza das vias para permitir o avanço das demais equipes.
Apoio a serviços essenciais
Além da recuperação dos espaços públicos, a Polícia Penal também prestou apoio à Secretaria Municipal de Saúde, que teve parte da estrutura destelhada durante o temporal.
Como havia risco de que medicamentos fossem danificados pela entrada de água da chuva, uma equipe foi deslocada para auxiliar no atendimento da ocorrência e minimizar os prejuízos.
Segundo a diretora-geral da Polícia Penal do Paraná, Ananda Chalegre dos Santos, a participação dos custodiados nas ações emergenciais também representa uma oportunidade de contribuição social e reinserção.
A iniciativa integra um convênio entre a Polícia Penal e a Prefeitura de Maringá, que mantém pessoas privadas de liberdade em frentes de trabalho vinculadas a diferentes setores municipais.
Para o secretário de Segurança Pública do Paraná, coronel Hudson Teixeira, a mobilização deve contribuir para acelerar a reconstrução e ajudar a cidade a retomar a normalidade.






