Maringá — Em 2006, quem recorria às ferramentas de busca na internet quase nada encontrava a respeito dos acontecimentos que moldaram o interior paranaense. Percebendo esse vazio documental no meio digital, Miguel Fernando iniciou a publicação de pequenos textos de resgate histórico em um blog rudimentar. Quase duas décadas depois, a iniciativa se consolidou na empresa Cidades Históricas, que atua em grandes centros urbanos do país.
Os bastidores dessa transformação foram tema central da conversa com o jornalista Ronaldo Nezo no podcast Ponto a Ponto.
A primeira virada ocorreu em 2007, quando um compilado sobre as construções emblemáticas da cidade viralizou e levou Miguel à televisão. A repercussão mostrou que o interesse pelo passado ia além do ambiente acadêmico: “Fui atrás dos primeiros parceiros pensando que o ‘não’ eu já tinha. Quando duas empresas toparam colocar suas marcas e eu tive que emitir a primeira nota fiscal, percebi que havia ali um trabalho que poderia se sustentar profissionalmente”, relatou.
O impacto da pandemia e a expansão nacional
O momento mais crítico ocorreu no primeiro trimestre de 2020. Miguel havia deixado a gestão pública para empreender na área de eventos culturais semanas antes do decreto global da pandemia de Covid-19.
“De repente todos os eventos foram cancelados e, semanalmente, chegavam notificações de patrocinadores suspendendo contratos. Foi um susto brutal. Mas como as pessoas estavam confinadas em casa, compreendi que a demanda por informação e memória explodiria na rede”, relembrou.
Em vez de recuar, a empresa acelerou contratações e expandiu a estrutura: “No final de março de 2020 criamos o Londrina Histórica, contratando equipe local. Em 2021 expandimos para Curitiba, depois Ponta Grossa, Cascavel, até chegarmos a capitais como São Paulo e Rio de Janeiro. Hoje interagimos com mais de um milhão e meio de pessoas todos os dias somando as páginas da nossa rede”, revelou o pesquisador.
Serviço
Apresentação: Ronaldo Nezo
Produção de áudio e vídeo: VMark Estúdio
Assista o episódio completo do podcast no canal do Maringá Post no YouTube.
















