Da Série C à elite: o destino de 20 clubes após o acesso

De 2021 a 2025, clubes que subiram à Série B tiveram trajetórias distintas: alguns chegaram à elite, enquanto outros voltaram a cair
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Conquistar o acesso para a Série B representa uma mudança importante para qualquer clube. Mas o desafio seguinte costuma ser ainda maior: manter uma estrutura competitiva, equilibrar as contas e evitar que a passagem pela Segunda Divisão do Campeonato Nacional seja curta.

A trajetória dos 20 clubes promovidos entre 2021 e 2025 mostra que o acesso não garante crescimento permanente. Há exemplos de equipes que chegaram à elite nacional, outras que se estabilizaram na Série B e aquelas que voltaram à Terceira Divisão.

2021: quatro acessos e caminhos diferentes

Ituano: permaneceu na Série B por algumas temporadas, mas caiu para a Série C em 2024.

Tombense: disputou a Série B entre 2022 e 2024 e também acabou rebaixado à Série C.

Criciúma: conseguiu avançar até a Série A, em 2024. Depois, voltou à Série B e permaneceu na divisão.

Novorizontino: consolidou-se na Série B e continuou competitivo, figurando entre os clubes da divisão em 2026.

2022: o ano de maior destaque

Mirassol: é um dos grandes exemplos de crescimento. Chegou à Série A em 2024 e permaneceu na elite nas temporadas seguintes.

Vitória: conquistou o acesso à Série A em 2023 e também alcançou a permanência na elite em temporadas posteriores.

Botafogo-SP: conseguiu se manter na Série B por várias temporadas, mas não alcançou o mesmo avanço dos clubes que chegaram à Primeira Divisão.

ABC: não conseguiu sustentar a permanência na Segunda Divisão e voltou à Série C.

2023: acesso sem garantia de permanência

Brusque: disputou a Série B em 2024, mas foi rebaixado à Série C.

Amazonas: estreou na Série B em 2024, porém não conseguiu se manter e voltou à Terceira Divisão após 2025.

Paysandu: retornou à Série B, mas caiu novamente para a Série C após a temporada de 2025.

Operário-PR: conseguiu se firmar na Série B e continuou na divisão em 2026, tornando-se um dos exemplos de estabilidade do grupo.

2024: dois projetos em ascensão e trajetórias distintas

Volta Redonda: voltou à Série B depois de muitos anos, mas não conseguiu permanecer e retornou à Série C em 2026.

Athletic-MG: manteve-se na Série B em 2025 e 2026, dando continuidade ao crescimento recente do clube.

Remo: alcançou um resultado expressivo: depois do acesso à Série B, conquistou vaga na Série A para 2026.

Ferroviária: subiu para a Série B em 2025, mas acabou rebaixada à Série C para 2026, obtendo retorno par a série B no mesmo ano.

2025: quatro novos integrantes

Ponte Preta: conquistou o título da Série C e voltou à Série B em 2026.

Londrina: retornou à Segunda Divisão e rebaixado para a série C em 2026.

Náutico: voltou à Série B após uma campanha de acesso em 2025.

São Bernardo: conquistou uma vaga inédita na Série B, iniciando uma nova etapa de sua história nacional.

O que os números mostram?

O balanço das cinco temporadas revela três caminhos principais.

O primeiro é o crescimento esportivo. Mirassol e Vitória conseguiram alcançar a Série A, enquanto o Remo também chegou à elite após o acesso de 2024.

O segundo é a estabilidade. Novorizontino, Operário-PR e Athletic-MG conseguiram permanecer na Série B, mantendo presença regular na Segunda Divisão.

O terceiro é o retrocesso. ABC, Ituano, Tombense, Brusque, Amazonas, Paysandu, Volta Redonda e Ferroviária são exemplos de clubes que, nesse recorte, não conseguiram sustentar a permanência na Série B.