Mesmo com a terceira maior média de público pagante da Série C e na disputa pelo título da competição, o Maringá FC não teve lucro com os jogos disputados em casa ao longo do torneio. Pelo contrário, encerra a sua participação com prejuízo de R$ 318 mil nos duelos ocorridos no Estádio Regional Willie Davids. O tricolor entra em campo neste sábado (24) para o último compromisso da temporada, a final diante da Ferroviária, às 17h, na Arena Fonte Luminosa em Araraquara-SP.
O levantamento foi feito pelo Maringá Post, a partir de uma consulta aos boletins financeiros das partidas disponibilizados no site da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Na atual Série C, o Dogão disputou 13 partidas no Willie Davids, operando com prejuízo em 11.
Os únicos jogos que deram lucro ao Maringá disputados em casa no torneio nacional foram, justamente, o jogo do acesso diante do Floresta, no dia 10 de outubro e o confronto de ida da final, contra a Ferroviária, no último sábado (17).
Com média de público pagante 4.376 torcedores ao longo da competição, o Maringá FC faturou R$ 1.484.250,00 em bilheterias no WD durante a Série C, mas gastou R$ 1.803.235,89 para cobrir as despesas das partidas.
O jogo que garantiu a vaga na Série B contra o Floresta, no dia 10 de outubro e vencido pelo tricolor por 2 a 0, registrou o maior público da temporada, o maior faturamento e a maior renda líquida. Foram 15.496 torcedores no Estádio, para um faturamento R$ 558.870,00 e um lucro de R$ 331.904,03. No jogo de ida da final contra a Ferroviária, no dia 17 de outubro e que terminou empatado em 1 a 1, novo lucro, desta vez de R$ 272.183,01. Na finalíssima foram 11.992 torcedores no WD, que renderam um faturamento de R$ 478.635,00 em bilheteria.
Em todos os outros onze jogos anteriores, da primeira fase até o acesso, o time teve prejuízo. O jogo que registrou a pior margem para o MFC, conforme os boletins financeiros da CBF, foi Maringá 4×0 Volta Redonda, pela 1ª fase, no dia 4 de julho. Na ocasião, apenas 1.321 torcedores foram ao Estádio Willie Davids. Com faturamento de R$ 17.140,00 em bilheteria, o time teve despesas naquele confronto de R$ 116.174,47, terminando com salgo negativo de R$ 99.034,47. Veja a planilha completa abaixo:
| JOGO | PÚBLICO | FATURAMENTO (em R$) | RENDA LÍQUIDA |
| Maringá FC 3×2 Ferroviária (04/04) – 1ª Fase | 2.781 | R$ 31.725,00 | – R$ 82.581,00 |
| Maringá FC 2×3 Brusque (20/04) – 1ª Fase | 4.859 | R$ 86.120,00 | – R$ 39.279,29 |
| Maringá FC 4×2 Itabaiana (03/05) – 1ª Fase | 2.460 | R$ 33.980,00 | – R$ 76.683,48 |
| Maringá FC 0x5 Guarani (11/05) – 1ª Fase | 1.824 | R$ 25.290,00 | – R$ 98.626,37 |
| Maringá FC 1×1 Santa Cruz (23/05) – 1ª Fase | 2.276 | R$ 26.690,00 | – R$ 84.458,63 |
| Maringá FC 0x0 Maranhã (15/06) – 1ª Fase | 1.810 | R$ 20.410,00 | – R$ 88.792,42 |
| Maringá FC 4×0 Volta Redonda (04/07) – 1ª Fase | 1.321 | R$ 17.140,00 | – R$ 99.034,47 |
| Maringá FC 0x3 Amazonas (09/08) – 1ª Fase | 2.909 | R$ 43.320,00 | – R$ 79.219,61 |
| Maringá FC 2×1 Barra (23/08) – 1ª Fase | 2.218 | R$ 31.310,00 | – R$ 97.393,28 |
| Maringá FC 0x1 Santa Cruz (12/09) – 2ª Fase | 3.840 | R$ 76.855,00 | – R$ 93.270,13 |
| Maringá FC 2×0 Botafogo (19/09) – 2ª Fase | 3.100 | R$ 50.905,00 | – R$ 83.734,25 |
| Maringá FC 2×0 Floresta (10/10) – 2ª Fase | 15.496 | R$ 558.870,00 | + R$ 331.904,03 |
| Maringá FC 1×1 Ferroviária (17/10) | 11.992 | R$ 478.635,00 | + R$ 272.183,01 |
| TOTAL/MÉDIA: | 4.376 | R$ 1.484.250,00 | – R$ 318.985,89 |
Fontes: CBF / Levantamento: Maringá Post
Entre os 20 participantes da Série C 2026, o Maringá FC ocupa a 16ª posição no ranking de renda líquida, com R$ 318.985,89 de saldo negativo. Abaixo dele, só tiveram mais prejuízo Inter de Limeira, Ituano, Ferroviária e Ypiranga, nesta ordem. A equipe de Araraquara, que disputa o título da competição junto com o Dogão, inclusive, também não teve lucro nos jogos em casa na Série C, terminado o torneio com R$ 412.961,65 negativos, sendo o penúltimo time que em renda líquida.
Quem mais faturou com bilheteria em casa na Série C 2026 foi o Santa Cruz, que também teve a maior média de público da competição. O Cobra Coral levou, em média, 16.826 torcedores aos estádios por partida, fechando a competição com lucro de R$ 3,8 milhões em 11 jogos como mandante.
A busca pelo título inédito
O Maringá FC disputa neste sábado (24) o título do Campeonato Brasileiro da Série C. A equipe enfrenta a Ferroviária, às 17h, no estádio Fonte Luminosa, em Araraquara (SP), pelo segundo jogo da final. Após o empate em 1 a 1 no confronto de ida, realizado no estádio Willie Davids, em Maringá, o Dogão precisa vencer para conquistar o primeiro título nacional de sua história. Se houver novo empate, a decisão será nos pênaltis.
Com o acesso à Série B de 2027 já garantido, o time maringaense busca encerrar a temporada com mais uma conquista. A campanha foi marcada pela recuperação na reta final da competição, especialmente após a chegada do técnico Ivan Campanari, que assumiu a equipe na 17ª rodada da primeira fase.
Desde então, o treinador comandou o Maringá em dez partidas, com cinco vitórias, quatro empates e apenas uma derrota. No período, o time marcou 11 gols e sofreu cinco, alcançando aproveitamento de 63,3%.
A delegação do Dogão chegou a Araraquara na noite de quinta-feira (22). Na sexta-feira (23), o elenco realizou o último treinamento antes da decisão, no centro de treinamento da Ferroviária, para os ajustes finais.
Em declaração divulgada pelo clube, Campanari destacou o comprometimento dos jogadores durante a campanha e a importância de buscar o título.
“Conquistamos um acesso histórico, que era o nosso principal objetivo, mas agora temos a oportunidade de conquistar um título nacional, algo muito importante para a instituição, para os nossos atletas, funcionários, diretoria e para o torcedor maringaense”, afirmou o treinador.
Onde assistir à final da Série C
A partida entre Ferroviária e Maringá FC terá transmissão ao vivo pela SportyNet, pelo Canal do Benja, no YouTube, e pela Band, em TV aberta. O jogo começa às 17h deste sábado (24), no estádio Fonte Luminosa, em Araraquara.
A arbitragem ficará a cargo de Fernando Antonio Mendes de Salles Nascimento Filho, com assistência de Karla Renata Cavalcanti de Santana e Thania Lopes da Silva. Marco Aurelio Augusto Fazekas Ferreira será o responsável pelo VAR.
















