Recém-empossada no comando da Universidade Estadual de Maringá (UEM), a reitora Gisele Mendes comentou os resultados da edição 2026 do Ranking Universitário Folha (RUF). A instituição consolidou-se, pelo quarto ano consecutivo, como a melhor universidade estadual da região Sul e a 5ª melhor estadual do Brasil, mantendo 11 cursos de graduação entre os 20 mais bem avaliados do país.
Para a reitora, os números refletem o trabalho coletivo de professores, agentes universitários e acadêmicos. Gisele Mendes detalhou ao Maringá Post as estratégias de permanência estudantil, o impacto das pesquisas nas comunidades regionais, as prioridades orçamentárias do início de mandato e a expansão de parcerias internacionais.
Liderança no RUF e permanência estudantil
Segundo Gisele Mendes, o desempenho da UEM reafirma o papel da instituição como patrimônio público voltado ao ensino gratuito e de qualidade. A reitora destacou que o fortalecimento da graduação e da pós-graduação passa pela democratização do acesso e pela garantia de condições para que os alunos concluam seus estudos.
“Nós devemos esses altos índices ao compromisso da comunidade universitária com o ensino de excelência. Além do vestibular e do PAS, abrimos novas formas de ingresso por redação e análise de currículo, o que atraiu mais estudantes. Mas não basta ingressar: focamos muito na permanência estudantil, com Restaurante Universitário e programas de bolsas, para que eles possam se graduar e continuar gerando desenvolvimento para a nossa região.”
Impacto em políticas públicas
Uma das novidades do RUF 2026 foi a mensuração do impacto das pesquisas acadêmicas na elaboração de políticas públicas. A reitora enfatizou que a UEM cumpre esse papel de forma natural por sua estrutura multicampus, presente em sete municípios do Paraná (Maringá, Cianorte, Cidade Gaúcha, Diamante do Norte, Ivaiporã, Marialva e Goioerê).
“A UEM se conecta à sociedade por meio de projetos de extensão e programas como a Agência de Desenvolvimento Regional Sustentável e Inovação, financiada pelo Governo do Estado. Nossas ações em saúde, tecnologia e ciências humanas estão ancoradas em políticas públicas reais de geração de emprego e renda.”
Inserção no mercado de trabalho
Com mais de 87 mil profissionais formados ao longo de 56 anos de história, a UEM mantém alta taxa de absorção de seus egressos pelo mercado. A reitora pontuou o papel das empresas juniores e das parcerias institucionais como pontes para a prática profissional.
No âmbito internacional, a universidade busca ampliar o intercâmbio de estudantes e pesquisadores com o apoio de órgãos como CAPES, CNPq, Fundação Araucária e a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SET).
“Utilizamos o termo ‘estudantes internacionais’ para acolher alunos e pesquisadores de outros países. Oferecemos a eles o benefício de 100% de gratuidade no Restaurante Universitário. Essa troca global desenvolve a universidade e devolve em melhorias diretas para a sociedade que nos financia.”
Ações imediatas
Ao projetar os primeiros passos da nova gestão à frente da UEM, a reitora Gisele Mendes apontou que as ações imediatas focarão na manutenção básica e na segurança dos campus e do Hospital Universitário Regional de Maringá (HUM). Entre as prioridades estabelecidas estão serviços essenciais de zeladoria — como limpeza, jardinagem e capina das extensas áreas verdes —, além da renovação da sinalização viária, pintura de estacionamentos e a expansão e rebaixamento da iluminação pública para reforçar a segurança de alunos e servidores.
Em um segundo momento, a gestão projeta a retomada de obras paralisadas e a execução de novas construções estruturais por meio de um planejamento de médio e longo prazo articulado diretamente com o governo estadual.
















