Polícia Civil prende suspeito de receptação de placas de vídeo de empresa maringaense

Homem foi preso em Santa Bárbara d'Oeste, no interior de São Paulo, após anunciar em um marketplace uma das placas de vídeo de uma carga avaliada em R$ 2,5 milhões que tinham como destino uma distribuidora de Maringá, mas que sumiram do Aeroporto de Guarulhos. Suspeito tentava vender o item por R$ 32 mil.
Imagem Ilustrativa | Reprodução/Zotac
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A Polícia Civil de São Paulo prendeu em flagrante nessa quinta-feira (22), por receptação, um homem que tentou vender em um marketplace uma placa de vídeo que pertencia a uma carga do produto, avaliada em R$ 2,5 milhões, que sumiu do pátio do Aeroporto de Guarulhos no dia 20 de setembro. A mercadoria tinha como destino a Oderço Distribuidora, de Maringá.

De acordo com o Jornal da Band, o homem foi preso em Santa Bárbara d’Oeste, no interior de São Paulo, tentando vender uma das placas por R$ 32 mil. O modelo tinha o mesmo número de série dos itens furtados do Aeroporto e, segundo as investigações, o anúncio em questão chegou a ser retirado do ar pelo suspeito após a repercussão do caso.

Em depoimento, o homem alegou que havia comprado a placa pela internet e tentava revendê-la. Ele afirmou não saber da origem ilícita do produto.

Ainda conforme o Jornal da Band, uma troca de etiquetas pode ter feito a mercadoria deixar o terminal de cargas ainda antes da autorização aduaneira da Receita Federal. Imagens de câmeras de segurança mostram um caminhão entrando no local onde a mercadoria estava para retirar um produto de menor valor e dois funcionários colocando os pallets no caminhão, possivelmente, por engano. Em razão da troca de etiquetas, o sistema interno do Aeroporto não teria alertado o sumiço da mercadoria.

A carga de placas Zotac modelo RTX 5090 deu entrada no Brasil no dia 20 de setembro e recebeu autorização da Receita Federal para liberação no dia 25. Durante alguns dias, a empresa alegou que o Aeroporto deixou de fornecer informações sobre o paradeiro da carga, vindo a admitir o sumiço apenas no dia 14 de outubro.

Por meio de nota enviada ao Maringá Post, o GRU Airport, empresa que faz a administração do Aeroporto, informou que “foram transmitidas as orientações necessárias para o início do processo de indenização, em conformidade com os procedimentos vigentes” e que aguarda “a apresentação da documentação por parte do cliente para análise e finalização do processo” do indenização. O Terminal não informou o valor previsto da restituição.

No comunicado enviado para a reportagem, o Aeroporto de Guarulhos também afirmou que “desde que tomou conhecimento do ocorrido, vem empenhando todos os esforços para solucioná-lo. A não localização da carga já foi formalmente reportada às autoridades competentes para apoio nas investigações”.