Dizer “não” para proteger o associado: como a consultoria do Sicredi Dexis prioriza a sustentabilidade financeira em vez da venda de metas

No podcast Ponto a Ponto, Wellington Ferreira destaca que a integridade na avaliação de empréstimos e investimentos fideliza o cooperado a longo prazo.
Foto: VMark Estúdio / Maringá Post
Foto: VMark Estúdio / Maringá Post
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Maringá — No modelo bancário convencional, a relação com o cliente costuma ser encerrada assim que um contrato de crédito é liquidado ou uma meta de venda de produto é batida. Na dinâmica cooperativista, a continuidade do vínculo societário impõe uma postura consultiva rígida e ética.

No podcast Ponto a Ponto, o presidente do Sicredi Dexis, Wellington Ferreira, explicou por que a cooperativa não hesita em negar propostas de crédito ou desaconselhar investimentos arriscados quando identifica riscos para o patrimônio do membro.

Em entrevista concedida ao jornalista Ronaldo Nezo, Ferreira sublinhou que a responsabilidade do consultor financeiro é garantir que a operação traga desenvolvimento real para quem está contratando:

“Em um banco comum, você pega um financiamento, paga as parcelas e acabou a relação. Na cooperativa não: ao pagar o empréstimo, você continua sendo sócio e dono da instituição. Por isso, a nossa prioridade não é fechar uma operação a qualquer custo, mas garantir que o negócio seja saudável para o associado”, afirmou.

A transparência que fideliza

O dirigente revelou que a negativa a operações inviáveis é, frequentemente, o momento em que a confiança institucional se consolida de forma definitiva:

“Muitas vezes nós temos a obrigação profissional de dizer não. E os nossos associados mais fiéis são justamente aqueles que, no primeiro momento, ficaram contrariados com a negativa, mas depois voltaram dizendo: ‘Se eu não tivesse escutado vocês, teria colocado minha empresa ou minha família em um problema grave'”, relatou Ferreira.

Essa mesma transparência é aplicada à carteira de aplicações financeiras, protegendo o cooperado contra ilusões de enriquecimento rápido: “Nós avaliamos o perfil de cada pessoa. Não adianta vender ilusões com promessas de ganhos muito acima da média sem alertar para o risco real envolvido. Nós temos o dever ético de falar a verdade por inteiro, porque a cooperativa quer que o associado continue prosperando ao nosso lado”, concluiu.

Serviço

Apresentação: Ronaldo Nezo

Produção de áudio e vídeo: VMark Estúdio

Assista o episódio completo do podcast no canal do Maringá Post no YouTube.