Das lavouras aos negócios urbanos: como o Sicredi Dexis se tornou o 2º maior repassador de crédito rural do país sem deixar o comércio de fora

Em entrevista ao podcast Ponto a Ponto, Wellington Ferreira relembra a transição de cooperativa agrícola para atender empresas e profissionais liberais.
Foto: VMark Estúdio / Maringá Post
Foto: VMark Estúdio / Maringá Post
Tempo de leitura: 2 min

Maringá — Criada em 1985 dentro da Cocamar por iniciativa de produtores rurais que não tinham acesso a linhas de crédito nos bancos tradicionais, o Sicredi Dexis percorreu um caminho de diversificação que redefiniu o perfil econômico da instituição. No podcast Ponto a Ponto, Wellington Ferreira resgatou a virada regulatória de 2005, quando a cooperativa adotou o modelo de livre admissão e abriu suas portas para o empresariado urbano.

Em conversa com Ronaldo Nezo no VMark Estúdio, Wellington recordou a apreensão inicial dos fundadores diante da ampliação das atividades:

“Quando nós mudamos para atender todo o público, tivemos que convencer o nosso produtor rural de que isso seria positivo para a cooperativa. Ele tinha receio de que nós fôssemos focar apenas nos empresários e esquecer a agricultura. Mas nós assumimos um compromisso com o campo que se mantém rigorosamente cumprido”, relatou.

Liderança consolidada no agronegócio

Os números atuais comprovam a fidelidade à base fundadora. O Sicredi Dexis ocupa a segunda colocação entre todos os agentes financeiros do Brasil no repasse de recursos voltados ao agronegócio.

“Nós somos o segundo maior repassador de crédito rural do Brasil, atrás apenas do Banco do Brasil. E o Banco do Brasil trabalha com recursos oficiais que nós não temos. Se considerarmos as instituições que competem exatamente nas mesmas condições de mercado, nós somos o maior repassador de crédito rural do país”, destacou Ferreira.

A virada de chave, segundo o presidente, permitiu equalizar as carteiras de financiamento, construindo uma estrutura técnica ágil tanto para o produtor quanto para empresas industriais, prestadores de serviços e profissionais autônomos: “Hoje temos uma carteira muito bem equilibrada entre crédito rural e comercial. Não queríamos ser vistos apenas como especialistas em agro; queríamos ser especialistas em negócios”, completou.

Serviço

Apresentação: Ronaldo Nezo

Produção de áudio e vídeo: VMark Estúdio

Assista o episódio completo do podcast no canal do Maringá Post no YouTube.