Artista maringaense integra exposição nacional sobre crise climática e desigualdades

Mostra coletiva em Campinas, reúne 35 artistas para debater mudanças climáticas, conflitos e desigualdades por meio das artes visuais
"Fluvial",  uma pintura em tela acrílica e colagens (assemblage)
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As artes visuais paranaenses ganham destaque nacional a partir desta quinta-feira (22). O artista plástico maringaense e ex-servidor público Antonio Tramarin é um dos convidados para a segunda edição da exposição coletiva “O Sul é o Nosso Norte”, que estreia no Instituto Pavão Cultural, em Barão Geraldo, Campinas (SP).

Com uma trajetória marcada pelo engajamento ambiental, Tramarin é reconhecido por sua versatilidade técnica ao trabalhar com tinta acrílica, madeira e diversos materiais reciclados ou estruturais para compor suas obras. Seu interesse profundo pelas pautas ecológicas dialoga diretamente com a proposta da mostra, que utiliza a arte como território de resistência, memória e reflexão diante do colapso climático, dos conflitos armados e das assimetrias socioeconômicas que afetam o chamado Sul Global.

Tramarin participa com a obra “Fluvial”,  uma pintura em tela acrílica e colagens (assemblage). “A obra traz em sua gênese a representação das condições em que se encontram parte dos rios brasileiros, principalmente os que banham nossas grandes cidades, em virtude do açoriamento provocado por lixo e materiais não biodegradáveis. Essa temática vai ao encontro com diversas discursos acerca da sustentabilidade e da preervação do meio ambiente”, explica o ex-servidor da Prefeitura de Maringá.

 

35 linguagens visuais

A exposição reúne um grupo expressivo de 35 artistas visuais sob a curadoria do próprio Instituto Pavão Cultural em parceria com os curadores convidados Tania Sahire (Tania Sayri) e Henrique Gebara.

A coletiva contempla múltiplas linguagens e abordagens estéticas. Além das criações de Tramarin, entre os destaques confirmados está o conjunto fotográfico “Cães D’água”, do artista Genivaldo Amorim, registrado na nação insular de Tuvalu — um dos territórios mais ameaçados pela elevação do nível dos oceanos no planeta.

A abertura oficial e vernissage ocorre a partir das 19h desta quinta-feira (22), reunindo artistas, pesquisadores e o público em Campinas para debater o papel transformador da arte contemporânea em tempos de crise ambiental global.