Maringá FC campeão? Cronistas analisam a final

Antonio Roberto de Paula, Marcelo Galdioli, Claudio Viola e Eduardo Machado
Tempo de leitura: 3 min

Após o empate por 1 a 1 no Estádio Regional Willie Davids, o Maringá Futebol Clube decide o título do Campeonato Brasileiro da Série C no próximo sábado (24), às 17h, contra a Ferroviária, na Arena Fonte Luminosa, em Araraquara. Com o resultado do jogo de ida, o Dogão precisa de uma vitória por qualquer placar no tempo normal para erguer a taça. Uma nova igualdade leva a decisão para a disputa de pênaltis, uma vez que não há o critério do gol qualificado na final.

Embora o gol sofrido nos acréscimos tenha deixado um sabor amargo no torcedor maringaense, analistas da imprensa esportiva local apontam que o histórico recente como visitante e o desempenho sob o comando do técnico Ivan Campanari credenciam o Dogão a buscar o troféu em solo paulista.

O Maringá Post ouviu cronistas e especialistas esportivos sobre as perspectivas do Dogão na grande final. Para o comunicador  Marcelo Henrique Galdioli  da Rádio CBN / UEM FM, a igualdade no placar não diminui a superioridade apresentada pelo Maringá no primeiro confronto, sobretudo com a perspectiva de retornos ao time titular. “O jogo em Araraquara promete ser muito igual, dada a campanha semelhante das duas equipes. No Willie Davids, o Tricolor foi superior, teve o domínio e propôs as ações, mas a Ferroviária veio para parar o Maringá e achou um gol numa falha defensiva no último minuto. O Maringá sentiu um pouco a falta do meio-campista Paulinho, o que desorganizou o setor. Com a volta dele, a equipe recupera o equilíbrio. O Maringá joga muito bem fora de casa e vejo um ligeiro favoritismo para o Dogão, em 55% a 45%, com boas chances de voltar de Araraquara com o título.”

Peso histórico da conquista

O diretor do Museu Esportivo de Maringá, Antonio Roberto de Paula, destaca a transformação tática da equipe na reta final do campeonato e reforça o impacto histórico de uma taça nacional para a cidade. “Antes de mais nada, o Maringá obteve um feito extraordinário: um clube fundado há apenas 14 anos chega à Série B. Sob o comando de Ivan Campanari, o time mudou seu estilo, ganhou personalidade e tem no contra-ataque sua maior arma. A classificação na primeira fase veio na raça e, na segunda fase, destaco o empate memorável contra o Santa Cruz no Arruda, para mais de 40 mil pessoas. O time gosta de jogar fora de casa, é reativo e administra bem a pressão. A vaga na Série B já garantiu a história, mas o título nacional trará a estrela de campeão, algo que marca a cidade, assim como lembramos do Grêmio Maringá até hoje.

Adversário exposto

Na avaliação do jornalista Claudio Viola, do Jornal do Povo, a postura mais ofensiva da Ferroviária em seus domínios pode favorecer o estilo de jogo do Maringá. “O momento do Maringá FC é de ascensão, como ficou provado nos triunfos fora de casa contra Paysandu e Floresta, e nos empates decisivos diante de Botafogo-PB e Santa Cruz. Em Araraquara, o Maringá vai enfrentar um adversário mais ousado do que no primeiro jogo. Essa proposta de ‘jogo aberto’ da Ferroviária vai permitir que prevaleça o fato de os maringaenses serem tecnicamente melhores. Acredito que o Maringá vence lá e conquista o título inédito.”

Retrospecto positivo longe do WD 

O também jornalista Eduardo Machado, da Jovem Pan News, pontua a estabilidade defensiva conquistada com a mudança na comissão técnica como fator determinante para a decisão. “O torcedor saiu frustrado da primeira partida pelo gol no último lance, mas o Maringá teve mais volume e criou chances para ampliar. O fator principal para se apegar é que o Maringá joga melhor fora do que em casa. A última derrota como visitante foi no dia 30 de maio, ainda no início da competição. Desde a chegada de Ivan Campanari, são dez jogos e apenas uma derrota. A Ferroviária é bem treinada, mas não tem nada muito diferente do Maringá. Acredito em um novo empate e no Maringá sendo campeão nos pênaltis.”