Corinthians enfrenta crise dentro e fora de campo

Stabile não disputará a reeleição; organizadas cobram mudanças na direção, criticam Memphis e questionam a contratação de Seedorf
Tempo de leitura: 2 min

O Corinthians vive uma das fases mais delicadas da temporada. A crise envolve resultados ruins, dificuldades financeiras, pressão da torcida e disputas políticas. Nesta semana, as cobranças chegaram diretamente ao presidente Osmar Stabile, que anunciou que não disputará a reeleição.

A eleição está marcada para 28 de novembro. Cinco candidatos registraram candidaturas para comandar o clube, que enfrenta o desafio de reorganizar as contas e melhorar o desempenho da equipe.

Torcida cobra mudanças na direção

Nesta quinta-feira (15), representantes de torcidas organizadas, entre elas Gaviões da Fiel e Estopim da Fiel, reuniram-se com Stabile no Parque São Jorge.

Os torcedores exigiram a saída de Marcelo Paz, executivo de futebol, e pediram o afastamento técnico de Memphis Depay. Também cobraram explicações sobre a situação financeira do clube e questionaram os critérios usados para contratar o novo treinador, Clarence Seedorf.

As cobranças refletem a insatisfação com os resultados e a falta de soluções percebidas pela torcida para os problemas administrativos.

Memphis perde apoio

O atacante holandês tornou-se um dos alvos das críticas pelo desempenho em campo e pela postura diante dos problemas coletivos do elenco.

Parte dos profissionais do clube também demonstra incômodo com a atuação do jogador e espera maior participação nas discussões internas. A insatisfação aumentou após a derrota por 4 a 1 para o Palmeiras.

O pedido das organizadas por afastamento mostra que Memphis deixou de contar com o apoio de parte expressiva dos torcedores mais mobilizados. A situação do jogador e as decisões sobre sua utilização precisam ser acompanhadas à luz das informações contratuais mais recentes.

Seedorf começa sob desconfiança

A contratação de Clarence Seedorf também provocou questionamentos. O ex-jogador holandês tem experiência como treinador, mas está há anos sem comandar uma equipe e não teve passagens anteriores marcadas por grandes conquistas.

A escolha foi criticada internamente porque outros nomes teriam sido procurados antes dele. As organizadas também questionaram a forma como a contratação foi conduzida.

Seedorf terá pouco tempo para conquistar confiança. A estreia dele está prevista para segunda-feira (19), contra o Vitória, na Neo Química Arena, em confronto importante para a luta contra o rebaixamento.

Dívida e risco esportivo

O Corinthians enfrenta uma dívida estimada em R$ 2,8 bilhões e precisa equilibrar as contas sem comprometer ainda mais o futebol.

No Campeonato Brasileiro, a equipe ocupa a 16ª posição, com 32 pontos, mesma pontuação do Internacional, primeiro time dentro da zona de rebaixamento. Restam oito rodadas para o fim da competição.

O desafio imediato é voltar a vencer e se afastar da zona de risco. Ao mesmo tempo, o clube precisa enfrentar a crise política, recuperar a confiança da torcida e definir uma direção capaz de dar estabilidade à administração.