O acesso do Maringá FC à Série B do Campeonato Brasileiro abre uma nova etapa para o clube e cria oportunidades para a economia local. A mudança de divisão aumenta a exposição nacional e pode atrair patrocinadores, público e novos negócios.
O primeiro ganho é financeiro. Na Série B de 2026, os clubes participantes recebem R$ 14,9 milhões líquidos, por direitos de transmissão, segundo levantamento publicado pela Band. A CBF também fica responsável pelas despesas com passagens, hospedagem, arbitragem e logística, avaliadas em aproximadamente R$ 3 milhões, por clube.
Esses valores servem como referência, para o planejamento do Dogão, para 2027. Porque as regras comerciais e os contratos da próxima temporada serão anunciados em momento oportuno pela CBF.
Além dos direitos de transmissão, o clube pode ampliar receitas com patrocínios, publicidade no uniforme e no estádio, venda de ingressos, produtos oficiais e negociação de jogadores. A presença em uma competição de maior alcance também aumenta a visibilidade dos atletas no mercado.
Um exemplo é o Amazonas FC. O clube arrecadou R$ 8,5 milhões em 2022, antes de sua ascensão nacional. Em 2023, após conquistar o acesso à Série B, o faturamento subiu para R$ 23,2 milhões. Em 2024, já na segunda divisão, chegou a R$ 36 milhões.
O caso também serve de alerta. Em 2024, o Amazonas gastou R$ 33 milhões e terminou o ano com déficit de R$ 3,38 milhões. O aumento da receita, portanto, não garante lucro: competir em uma divisão superior custa mais.
Outro exemplo é o Mirassol, do interior paulista. O clube faturou R$ 60 milhões em 2024, quando disputava a Série B. Em 2025, sua campanha na elite ampliou as oportunidades de premiação, patrocínio e valorização da marca. O caso mostra como o crescimento esportivo pode fortalecer um projeto, desde que exista estrutura para sustentá-lo.
Para Maringá, os efeitos podem ultrapassar o futebol. Jogos contra equipes de outras regiões podem movimentar hotéis, restaurantes, bares, transporte, comércio e serviços. Torcedores visitantes também podem consumir na cidade antes e depois das partidas.
A exposição na televisão e nas plataformas digitais ainda coloca o nome de Maringá diante de públicos que talvez conheçam pouco o município. Isso pode favorecer a divulgação da estrutura empresarial, universitária, comercial e turística local.
Em meio a euforia da classificação para a Série B e a possibilidade de conquistar o primeiro título da história do clube, ao disputar a final da Série C, a Diretoria do Tricolor reconhece que o novo horizonte para a próxima temporada requer planejamento e contas na ponta do lápis. A possibilidade de receita aumenta. Em contrapartida, é preciso um elenco competitivo para assegurar a sequência na segundona. O que significa mais investimentos e assertividade nas contratações.
A visão empreendedora e a cautela com que os diretores traçam as estratégias de atuação do Maringá FC, desde a fundação do clube, jogam a favor do Dogão. O apoio da torcida nas arquibancadas geram a energia extra para um boa campanha em 2027. As atenções nos próximos dias, no entanto, concentram-se na final da Série C e a expectativa de o Tricolor inaugurar a Galeria de Troféus com um título de uma competição nacional.






