UEM inaugura frigorífico com capacidade para processar 1,5 tonelada de peixe por dia

Estrutura instalada na Estação de Piscicultura de Floriano será usada em atividades de ensino e pesquisa e poderá atender, futuramente, piscicultores e pequenas cooperativas da região.
Foto: UEM
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A Universidade Estadual de Maringá (UEM) inaugurou nesta sexta-feira (9) um frigorífico experimental na Estação de Piscicultura de Floriano, distrito de Maringá. A estrutura será utilizada para o abate, processamento e embalagem de peixes, com capacidade para processar até 1,5 tonelada por dia.

Os equipamentos foram adquiridos em dezembro de 2025, com investimento de R$ 700 mil. Segundo a universidade, os recursos vieram da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (Seti) e da própria UEM.

A unidade vai atender inicialmente à produção vinculada aos projetos de piscicultura da universidade. O pescado poderá ser transformado em filés, postas e outros produtos. A estrutura também será utilizada em atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Atendimento a produtores da região

O frigorífico possui certificação no Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA), que permite a comercialização dos produtos conforme as exigências sanitárias aplicáveis.

De acordo com a UEM, a proposta é que, em uma etapa posterior, a estrutura também possa ser utilizada por piscicultores e pequenas cooperativas da região que não possuem instalações regularizadas para o abate. O modelo de atendimento ainda deverá ser definido e dependerá da capacidade operacional do frigorífico.

Estrutura integra produção e pesquisa

A Estação Experimental de Piscicultura de Floriano desenvolve atividades de melhoramento genético de tilápias-do-nilo, seleção de matrizes e produção de alevinos. Parte dos peixes é encaminhada para engorda em tanques-rede no Rio do Corvo, em Diamante do Norte, e retorna à estação para o abate e processamento.

A instalação do frigorífico amplia as etapas de produção realizadas pela universidade. Segundo o professor Ricardo Pereira Ribeiro, que esteve à frente da estação, ainda falta implantar uma fábrica de ração para completar o ciclo produtivo.

Em funcionamento desde 1996, a estação também abriga pesquisas do programa de melhoramento genético Tilápia Tilamax, conduzido pelo grupo PeixeGen, vinculado ao Departamento de Zootecnia da UEM. Os estudos buscam selecionar características como crescimento e rendimento de filé.