69 eleitos para o Congresso respondem à Justiça

Levantamento, divulgado pelo UOL, aponta 33 réus e 36 investigados por crimes diversos
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Pelo menos 69 parlamentares eleitos para a Câmara dos Deputados e o Senado em 2026 respondem a processos ou são alvo de investigações criminais na Justiça. O levantamento foi divulgado pelo UOL nesta quinta-feira (8).

São 33 deputados e senadores que já são réus em ações penais e outros 36 investigados em inquéritos, ainda sem denúncia formalizada. Isso significa que aproximadamente um em cada nove parlamentares eleitos está nessa situação.

A maior parte dos casos envolve dinheiro público. Entre os réus, pelo menos 20 respondem por acusações de peculato, corrupção, desvio de recursos ou fraude em licitações.

Há também investigações relacionadas a emendas parlamentares, lavagem de dinheiro, organização criminosa, falsidade ideológica, violência doméstica, crimes ambientais e questões eleitorais.

Entre os casos citados está o de Isnaldo Bulhões (MDB-AL), réu por peculato. A acusação envolve suposto desvio de verba de gabinete quando era deputado estadual.

Felipe Show (União-AP) é réu em três ações. Entre as acusações estão corrupção e obtenção irregular de uma concessão de transporte coletivo.

Ney Santos (Republicanos-SP), eleito deputado, é réu por organização criminosa e lavagem de dinheiro. Ele também já foi condenado por posse de arma com numeração raspada.

Na área das emendas parlamentares aparecem investigações envolvendo Elmar Nascimento (União), Yury do Paredão (MDB), Félix Mendonça (PDT), Juscelino Filho (União) e Mario Frias (PL), em casos diferentes.

Bia Kicis (PL), eleita senadora, é alvo de apuração sobre possível utilização de uma emenda de R$ 250 mil para financiar propaganda eleitoral.

Também há réus por fraude em licitações, como Wilson Santiago (Republicanos), Junior Lourenço (MDB), Jadyel Alencar (Republicanos), Elmo Vaz (Avante), João Maia (PP) e Felipe Show (União).

Paulo Bilynskyj (PL) responde a processo relacionado a violência doméstica. Juarez Costa (Republicanos) é réu por corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.