Sergio Moro vence no Paraná e abre novo ciclo político

Senador do PL chega ao governo no primeiro turno; Senado terá Filipe Barros e Deltan Dallagnol
Tempo de leitura: 3 min

Sergio Moro (PL) foi eleito governador do Paraná no primeiro turno das eleições de 2026. Com 3.127.618 votos, equivalentes a 50,10% dos votos válidos, ele superou Sandro Alex (PSD), que terminou com 25,36%, e Requião Filho (PDT), com 23,47%.

A vitória encerra a disputa pelo Governo do Paraná já no primeiro turno e coloca Moro no comando do Estado a partir de 2027. O resultado também provoca uma mudança na representação paranaense no Senado, onde Moro exerce atualmente o mandato.

A vaga de Moro será ocupada pelo primeiro suplente, Luis Felipe Cunha, caso sejam cumpridos os procedimentos para a posse decorrente da eleição para o governo. Com isso, o Paraná terá uma mudança completa em sua representação no Senado.

Além da eleição de Moro, o Paraná escolheu dois novos senadores. Filipe Barros (PL) foi o mais votado, com 581.610 votos, ou 26,62% dos votos válidos. Deltan Dallagnol (Novo) ficou em segundo, com 564.742 votos, 25,85%.

Os dois terão oito anos de mandato, a partir de 1º de fevereiro de 2027. Filipe Barros tem 35 anos e já exerce mandato de deputado federal. Deltan Dallagnol, de 46 anos, retorna ao Congresso depois de ter exercido mandato de deputado federal entre 2023 e 2024 e posteriormente perdido o mandato.

A eleição de Deltan, porém, ainda envolve uma questão jurídica. O registro de candidatura permanece sob análise do Tribunal Superior Eleitoral. Uma decisão individual suspendeu os efeitos do indeferimento de sua candidatura, permitindo que seu nome permanecesse na disputa. O julgamento definitivo pelo TSE ainda poderá alterar a situação.

Se os votos de Deltan forem anulados, a legislação eleitoral prevê uma nova eleição para as duas vagas do Senado no Paraná, segundo a informação divulgada pela Rádio Senado. Por isso, embora Deltan apareça como eleito nos resultados divulgados pela Justiça Eleitoral, sua situação ainda não está juridicamente encerrada.

Quem ficou de fora foi Gleisi Hoffmann (PT). A deputada federal terminou a disputa para o Senado em quarto lugar, com 301.055 votos, 13,78% dos votos válidos. Ela ficou atrás de Filipe Barros, Deltan Dallagnol e Alexandre Curi (Republicanos), que obteve 332.419 votos.

Gleisi já havia ocupado uma cadeira no Senado pelo Paraná entre 2011 e 2019. Depois, foi eleita deputada federal em 2018 e reeleita em 2022. Em 2026, deixou o governo federal, onde ocupava o Ministério das Relações Institucionais, para disputar novamente uma vaga no Senado.

A derrota de Gleisi ocorre em uma eleição na qual os dois nomes escolhidos pelos paranaenses para o Senado estão associados a posições políticas diferentes das defendidas pelo PT. Filipe Barros é do PL, partido de Sergio Moro, enquanto Deltan concorreu pelo Novo.

O resultado também representa uma mudança importante em relação à composição que o Paraná tinha no Senado. Moro deixa a Casa para assumir o Governo do Estado, enquanto Oriovisto Guimarães e Flávio Arns encerram seus mandatos. As duas cadeiras colocadas diretamente em disputa foram conquistadas por Filipe Barros e Deltan.

No Governo do Estado, Moro obteve mais de metade dos votos válidos e abriu vantagem superior a 1,5 milhão de votos sobre o segundo colocado. O resultado confirma uma vitória sem necessidade de segundo turno.

A nova composição paranaense em Brasília e no Palácio Iguaçu também terá reflexos na relação política entre o Estado e o governo federal. Moro deixa o Senado, assume o Executivo estadual e passa a trabalhar com uma bancada federal que terá novos representantes a partir de 2027.

O Paraná, portanto, encerra a eleição de 2026 com três mudanças importantes: Sergio Moro deixa o Senado para governar o Estado, Filipe Barros chega ao Senado pelo PL e Deltan Dallagnol retorna ao Congresso pelo Novo.

A única ressalva permanece sobre a situação jurídica de Deltan. Até que o TSE conclua a análise de sua candidatura, o resultado precisa ser tratado como uma eleição com decisão judicial ainda pendente.