A eleição de 2026 produziu mudanças importantes na política brasileira. Ao lado dos candidatos eleitos e daqueles que avançaram para o segundo turno, nomes conhecidos dficaram fora das disputas que travaram neste domingo.
Entre políticos com décadas de vida pública, ex-ministros, ex-governadores, ex-candidatos à Presidência, atletas, jogadores, apresentadores e artistas, uma lista extensa de personalidades ficou sem mandato.
Políticos de longa trajetória
José Dirceu (PT-SP) — ex-ministro da Casa Civil e um dos fundadores do PT. Tentou voltar à Câmara dos Deputados, mas ficou na sexta suplência, com 78.449 votos.
Aécio Neves (PSDB-MG) — ex-governador de Minas Gerais, ex-senador e candidato à Presidência em 2014. Não conseguiu retornar ao Senado.
Vicentinho (PT-SP) — histórico dirigente sindical e deputado federal por seis mandatos. Não foi reeleito.
Rui Falcão (PT-SP) — ex-presidente nacional do PT e deputado federal. Ficou na primeira suplência.
Paulo Teixeira (PT-SP) — ex-ministro e deputado federal por vários mandatos. Não conseguiu a reeleição.
Marina Silva (Rede-SP) — ex-senadora pelo Acre, ex-ministra e candidata à Presidência em três eleições. Terminou em quarto lugar na disputa pelo Senado em São Paulo.
Gleisi Hoffmann (PT-PR) — ex-ministra, ex-senadora e ex-presidente nacional do PT. Ficou em quarto lugar na disputa pelo Senado no Paraná.
Jorge Viana (PT-AC) — ex-governador e ex-senador do Acre. Terminou em quarto lugar na disputa pelo Senado.
Renan Calheiros (MDB-AL) — senador desde 1995 e ex-presidente do Senado. Não conseguiu a reeleição e deixará o Congresso após 32 anos de trajetória parlamentar.
Ciro Nogueira (PP-PI) — senador e ex-ministro da Casa Civil. Não conseguiu renovar o mandato.
Randolfe Rodrigues (PT-AP) — senador desde 2011 e líder do governo no Congresso. Não conseguiu uma das duas vagas do Amapá.
Roseana Sarney (MDB-MA) — ex-governadora do Maranhão por quatro mandatos e ex-senadora. Tentou voltar ao Senado, mas ficou fora.
Benedita da Silva (PT-RJ) — ex-governadora, ex-senadora, ex-ministra e deputada constituinte. Não conseguiu uma das duas vagas ao Senado pelo Rio.
Soraya Thronicke (PSB-MS) — senadora e candidata à Presidência em 2022. Terminou em quarto lugar e não foi reeleita.
Leila Barros (PDT-DF) — ex-jogadora de vôlei e senadora. Terminou em terceiro lugar na disputa pelo Senado e ficou fora.
Esperidião Amin (PP-SC) — ex-governador, ex-prefeito, ex-deputado e senador. Não conseguiu permanecer no Senado.
Vanderlan Cardoso (PSD-GO) — senador desde 2019 e ex-prefeito de Senador Canedo. Não conseguiu a reeleição.
Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) — ex-prefeito do Rio, ex-senador, ex-ministro e ex-deputado. Ficou sem mandato.
Ciro Gomes (PSDB-CE) — ex-governador, ex-ministro e candidato à Presidência em quatro eleições. Também ficou fora do cenário de mandatos eletivos após a disputa de 2026.
Do esporte para a política
A eleição também mostrou que fama no esporte não garante passagem pelas urnas.
Vanderlei Luxemburgo (Podemos-TO) — um dos técnicos de futebol mais conhecidos do país, disputou o Senado pelo Tocantins e não foi eleito.
Edmundo (PSDB-RJ) — ex-atacante de Vasco e Palmeiras, tentou uma vaga de deputado federal pelo Rio e ficou fora.
Luís Fabiano (MDB-SP) — ex-atacante do São Paulo e da Seleção Brasileira, disputou a Câmara por São Paulo e não foi eleito.
Marcelinho Carioca (Republicanos-DF) — ídolo do Corinthians, tentou uma vaga de deputado distrital e não conseguiu.
Maurício Souza (PL-MG) — campeão olímpico de vôlei, tentou a reeleição para deputado federal em Minas e ficou fora.
Sarah Menezes (MDB-PI) — campeã olímpica de judô, disputou uma vaga de deputada federal pelo Piauí e não foi eleita.
Washington “Coração Valente” (MDB-DF) — ex-jogador de Athletico, Fluminense e São Paulo, não conseguiu uma vaga na Câmara.
Cléo Hickmann (PDT-RS) — ex-jogador de Internacional, Flamengo e Palmeiras, não foi eleito deputado federal.
Marcone Amaral (PSD-BA) — ex-zagueiro do Vitória, não conseguiu uma vaga de deputado estadual.
Marcos Braz (PSDB-RJ) — ex-dirigente do Flamengo e deputado federal, não conseguiu a reeleição.
Eduardo Bandeira de Mello (PV-RJ) — ex-presidente do Flamengo e deputado federal, também não foi reeleito.
Televisão, música e entretenimento
A lista de derrotados também reúne apresentadores, atores, cantores, influenciadores e personalidades que ganharam projeção fora da política.
Tiririca (PSD-CE) — um dos casos mais conhecidos. Humorista, foi eleito deputado federal por quatro eleições consecutivas desde 2010. Em 2026, disputou pelo Ceará e ficou fora da Câmara.
Datena (PSB-SP) — apresentador de televisão, não conseguiu uma vaga de deputado federal.
Rachel Sheherazade (PSD-SP) — jornalista e apresentadora, não foi eleita deputada federal.
Silvia Abravanel (PSD-SP) — apresentadora de televisão, não conseguiu uma vaga na Câmara.
Geraldo Luís (Avante-SP) — apresentador, não foi eleito deputado federal.
Humberto Martins (DC-RJ) — ator, não conseguiu uma vaga de deputado federal.
Antônia Fontenelle (RJ) — atriz e influenciadora, não foi eleita.
Andréa Sorvetão (DC-RJ) — ex-paquita e personalidade da televisão, não conseguiu mandato.
Inês Brasil (RJ) — personalidade da internet, não foi eleita.
Manoel Gomes, o Caneta Azul (Avante-SP) — cantor conhecido pelo sucesso viral, recebeu 7.239 votos e não conseguiu uma vaga na Câmara.
Lucas Penteado (SP) — ator e ex-BBB, não foi eleito deputado federal.
Matteus Amaral (PP-RS) — ex-BBB, disputou uma vaga de deputado federal pelo Rio Grande do Sul e ficou fora.
Vivian Amorim (AM) — ex-BBB e apresentadora, não conseguiu uma vaga na Assembleia Legislativa do Amazonas.
MC Gui (SP) — cantor, não conseguiu uma vaga no Legislativo.
Marquito (SP) — conhecido por participações na televisão, não foi eleito deputado federal.
O resultado mostra dois movimentos diferentes. Entre os políticos tradicionais, há nomes com décadas de atuação e passagens por ministérios, governos estaduais, Senado e Câmara. Entre celebridades e esportistas, aparecem pessoas que tentaram pela primeira vez — ou novamente — transformar reconhecimento público em carreira política.
Em comum, todos terminaram a eleição de 2026 sem uma vaga eletiva para o próximo período.
PS. Pode acontecer ao longo dos próximos dias, em função de eventuais recontagens de votos, por diversos motivos, mudança nesse quadro







