Eleições: para alguns, período de campanha. Para outros, momento de discutir sobre a democracia. Para seu Mauro, período de vendas.
Mauro trabalha vendendo camisetas e toalhas na Avenida Colombo. Durante a Copa, vendeu itens relacionados ao Brasil. Nos últimos meses, trabalha vendendo materiais dos dois candidatos à eleição com maior intenção de voto: Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Ele afirma que, nesta eleição, o número de pessoas que comprou materiais de políticos foi bem menor que em 2022. Em sua concepção, muitos estão desanimados com os políticos. No entanto, entre esta quarta (30) e quinta (01), as vendas aumentaram.
Polarização e desrespeito
Diferentemente da Copa do Mundo, em que há um clima de união e a maioria das pessoas torce pelo mesmo time do país, a venda nas eleições encontra o desafio da polarização.
Seu Mauro relata que algumas pessoas já o atacaram por estar vendendo itens de candidatos.
“Nos primeiros dias que eu comecei a trabalhar aqui com as camisetas dos candidatos, com as bandeiras, passava gente que me xingava de tudo quanto era nome.”
O vendedor ressalta que, no comércio, seu foco é conseguir ganhar dinheiro – e não fazer campanha.
“A gente tá trabalhando, tá lutando com a vida pra ver se consegue levantar um dinheirinho pra sobreviver. Se manter a vida, né?”.
‘Datatoalha’

O “Datatoalha” é um termo humorístico e informal utilizado no Brasil para medir a popularidade de candidatos políticos com base na venda de toalhas estampadas com os seus rostos.
O nome é um trocadilho direto com o Datafolha, um dos institutos de pesquisa oficiais mais conhecidos do país.
De acordo com a análise de seu Mauro, se a compra de toalhas se refletisse nas urnas, em Maringá, um dos candidatos venceria no primeiro turno.
“Tem. Aqui em Maringá tem um que está vendendo bem mais”.
Após a entrevista, ele confessa que a camiseta mais vendida é a de Flávio Bolsonaro.










