A aposentadoria muda a relação das pessoas com a cidade. Trabalho e deslocamento diário deixam de ser prioridade e ganham importância fatores como saúde, segurança, tranquilidade, serviços, mobilidade e custo de vida.
Com base nesses critérios, o Maringá Post elaborou um ranking nacional das cidades brasileiras que apresentam melhores condições para quem pretende viver a aposentadoria.
O levantamento parte do IPS Brasil 2026, que avaliou os 5.570 municípios brasileiros com 57 indicadores sociais e ambientais. O estudo considera necessidades humanas básicas, qualidade de vida e oportunidades.
Também foram considerados indicadores de saúde, segurança, infraestrutura urbana, mobilidade e sustentabilidade. A análise de saúde pode ser complementada pelos dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), que permite verificar hospitais, especialidades e leitos disponíveis.
O ranking
- Curitiba (PR)
- Jundiaí (SP)
- Maringá (PR)
- Ribeirão Preto (SP)
- Florianópolis (SC)
- São Carlos (SP)
- Campinas (SP)
- Joinville (SC)
- Londrina (PR)
- Jaraguá do Sul (SC)
- Nova Lima (MG)
- São José dos Campos (SP)
- Araraquara (SP)
- Bauru (SP)
- Vitória (ES)
- Uberlândia (MG)
- Juiz de Fora (MG)
- Santos (SP)
- São Caetano do Sul (SP)
- Cornélio Procópio (PR)
Os resultados mostram forte presença do Sul e do Sudeste. Entre as cidades médias, Jundiaí aparece com 71,80 pontos no IPS 2026, seguida por Nova Lima, com 71,22, e Maringá, com 70,87. São Carlos, Bauru e Jaraguá do Sul também estão entre os dez municípios médios com melhor desempenho no índice.
Entre os municípios grandes, Ribeirão Preto alcançou 70,80 pontos, Campinas 70,00, Joinville 69,93 e Uberlândia 69,73. Londrina aparece com 67,73.
Curitiba lidera entre as capitais no IPS Brasil 2026, seguida por Brasília, São Paulo, Campo Grande e Belo Horizonte.
Maringá também aparece com destaque: ocupa a terceira posição entre as cidades médias no IPS 2026 e está entre os municípios brasileiros com melhor resultado geral.
Mas há uma diferença importante: qualidade de vida não significa automaticamente facilidade para o aposentado.
O custo da moradia, por exemplo, pode alterar bastante a posição de uma cidade para outra. O mesmo ocorre com acesso a hospitais de alta complexidade, transporte público, segurança e distância dos serviços essenciais.
Por isso, este ranking deve ser entendido como uma comparação de condições urbanas e sociais, e não como uma indicação de que determinada cidade seja obrigatoriamente a melhor escolha para todo aposentado.
Para quem está planejando a aposentadoria, a próxima pergunta talvez seja ainda mais importante: quanto custa viver em cada uma dessas cidades?
É possível fazer uma segunda etapa do levantamento comparando aluguel, condomínio, supermercado, plano de saúde, transporte e despesas básicas para um casal aposentado.











