Maringá está entre as melhores cidades para se viver depois da aposentadoria

Ranking cruza qualidade de vida, saúde, segurança, infraestrutura, mobilidade e condições para envelhecer
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A aposentadoria muda a relação das pessoas com a cidade. Trabalho e deslocamento diário deixam de ser prioridade e ganham importância fatores como saúde, segurança, tranquilidade, serviços, mobilidade e custo de vida.

Com base nesses critérios, o Maringá Post elaborou um ranking nacional das cidades brasileiras que apresentam melhores condições para quem pretende viver a aposentadoria.

O levantamento parte do IPS Brasil 2026, que avaliou os 5.570 municípios brasileiros com 57 indicadores sociais e ambientais. O estudo considera necessidades humanas básicas, qualidade de vida e oportunidades.

Também foram considerados indicadores de saúde, segurança, infraestrutura urbana, mobilidade e sustentabilidade. A análise de saúde pode ser complementada pelos dados do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), que permite verificar hospitais, especialidades e leitos disponíveis.

O ranking

  1. Curitiba (PR)
  2. Jundiaí (SP)
  3. Maringá (PR)
  4. Ribeirão Preto (SP)
  5. Florianópolis (SC)
  6. São Carlos (SP)
  7. Campinas (SP)
  8. Joinville (SC)
  9. Londrina (PR)
  10. Jaraguá do Sul (SC)
  11. Nova Lima (MG)
  12. São José dos Campos (SP)
  13. Araraquara (SP)
  14. Bauru (SP)
  15. Vitória (ES)
  16. Uberlândia (MG)
  17. Juiz de Fora (MG)
  18. Santos (SP)
  19. São Caetano do Sul (SP)
  20. Cornélio Procópio (PR)

Os resultados mostram forte presença do Sul e do Sudeste. Entre as cidades médias, Jundiaí aparece com 71,80 pontos no IPS 2026, seguida por Nova Lima, com 71,22, e Maringá, com 70,87. São Carlos, Bauru e Jaraguá do Sul também estão entre os dez municípios médios com melhor desempenho no índice.

Entre os municípios grandes, Ribeirão Preto alcançou 70,80 pontos, Campinas 70,00, Joinville 69,93 e Uberlândia 69,73. Londrina aparece com 67,73.

Curitiba lidera entre as capitais no IPS Brasil 2026, seguida por Brasília, São Paulo, Campo Grande e Belo Horizonte.

Maringá também aparece com destaque: ocupa a terceira posição entre as cidades médias no IPS 2026 e está entre os municípios brasileiros com melhor resultado geral.

Mas há uma diferença importante: qualidade de vida não significa automaticamente facilidade para o aposentado.

O custo da moradia, por exemplo, pode alterar bastante a posição de uma cidade para outra. O mesmo ocorre com acesso a hospitais de alta complexidade, transporte público, segurança e distância dos serviços essenciais.

Por isso, este ranking deve ser entendido como uma comparação de condições urbanas e sociais, e não como uma indicação de que determinada cidade seja obrigatoriamente a melhor escolha para todo aposentado.

Para quem está planejando a aposentadoria, a próxima pergunta talvez seja ainda mais importante: quanto custa viver em cada uma dessas cidades?

É possível fazer uma segunda etapa do levantamento comparando aluguel, condomínio, supermercado, plano de saúde, transporte e despesas básicas para um casal aposentado.