A marca deve vir antes ou depois do negócio crescer?

Para quem está começando, estruturar posicionamento, identidade e narrativa desde o início pode evitar retrabalho e ajudar a empresa a competir por valor, não apenas por preço
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Todo pequeno negócio começa tentando responder às mesmas perguntas: o que vender, para quem vender, quanto cobrar e como conquistar os primeiros clientes.

Mas existe uma pergunta que costuma aparecer tarde demais: como queremos ser percebidos?

É comum que identidade, posicionamento e comunicação sejam tratados como decisões para uma segunda fase — algo a ser resolvido quando a empresa estiver maior, tiver mais clientes ou mais dinheiro disponível.

O problema é que, até lá, o mercado já começou a formar uma opinião. Nome, embalagem, Instagram, atendimento, apresentação comercial, preço e até a forma como o empresário explica o próprio negócio ajudam a construir uma marca, mesmo quando isso nunca foi planejado.

Começar pequeno não significa pensar pequeno

Segundo levantamento do Sebrae, 29% dos MEIs encerram suas atividades antes de completar cinco anos. Entre as microempresas, o índice é de 21,6%. O estudo aponta falta de planejamento e conhecimento insuficiente sobre o negócio entre os fatores associados ao fechamento das empresas.

Isso não significa que uma identidade de marca, isoladamente, determine a sobrevivência de um negócio. O dado, porém, reforça a importância de começar com clareza sobre o negócio e sobre as decisões que precisam ser tomadas para desenvolvê-lo.

Para uma pequena empresa, branding não precisa significar uma estrutura complexa ou uma campanha milionária.

Significa começar sabendo quem a empresa é, que espaço pretende ocupar e por que alguém deveria escolhê-la.

Uma confeitaria pode vender bolo. Ou pode construir uma marca reconhecida por determinado produto, experiência, linguagem e público. Uma loja pode simplesmente colocar mercadorias na prateleira. Ou pode começar a desenvolver uma razão clara para ser escolhida entre dezenas de concorrentes.

A diferença está menos no tamanho da empresa e mais na clareza de quem a conduz.

Para Alexandre Nami, fundador da Brandigno, começar a pensar na marca desde o início pode evitar decisões que depois precisarão ser revistas conforme o negócio cresce.

“Existe uma ideia de que primeiro você precisa crescer para depois investir em marca. Muitas vezes é o contrário: ter clareza de marca desde o começo ajuda o negócio a crescer com muito menos desperdício.” – afirma o CEO

Visão pode valer mais do que verba

Essa discussão será um dos pontos de partida do Marca & Negócio 2026, encontro promovido pela Brandigno e pela Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM), no dia 7 de outubro.

A proposta é reunir empresários, gestores e lideranças para discutir como decisões de posicionamento, percepção e marca interferem na construção e no crescimento de negócios. O conceito que orienta a programação é simples: visão é maior que verba.

Porque uma empresa pequena provavelmente não consegue investir como uma grande companhia. Mas pode pensar estrategicamente desde o começo, definindo com clareza como quer ser percebida e qual espaço pretende ocupar no mercado.

Serviço

Marca & Negócio 2026

Quando: 7 de outubro, às 7h45
Onde: Auditório da ACIM — Rua Vereador Basílio Sautchuk, 388
Entrada: gratuita, com vagas limitadas
Inscrições: marcaenegocio.com.br