Mercado fecha com dólar firme e bolsa oscila pouco

Câmbio acompanha pressão externa, enquanto investidores monitoram inflação, juros e cenário internacional nesta semana
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O mercado financeiro brasileiro encerrou a segunda-feira (28) com pouca variação na Bolsa e pressão sobre o câmbio. O Ibovespa terminou o pregão aos 183.672 pontos, alta de aproximadamente 0,11% no dia, depois de oscilar entre 181.931 e 184.095 pontos.

No câmbio, o dólar comercial permaneceu na faixa de R$ 5,21. A taxa PTAX de venda calculada pelo Banco Central ficou em R$ 5,2132.

O euro de referência do Banco Central Europeu fechou o dia em US$ 1,1378. Pela conversão com o dólar, o euro ficou próximo de R$ 5,93. O iene foi negociado em torno de 157,7 por dólar no mercado internacional, o equivalente a aproximadamente R$ 0,033 por iene, ou R$ 3,30 por 100 ienes.

A movimentação desta segunda-feira ocorreu em um ambiente internacional de maior atenção aos preços do petróleo e às tensões envolvendo Estados Unidos e Irã. O petróleo Brent chegou a superar US$ 107 por barril durante o dia, aumentando a preocupação dos investidores com inflação e juros.

Para terça-feira, o mercado deve continuar atento principalmente ao comportamento do dólar, dos juros futuros, do petróleo e das bolsas internacionais. Uma eventual continuidade da pressão sobre os preços da energia pode favorecer o dólar e aumentar a cautela na Bolsa.

Para o restante da semana, a agenda econômica será ainda mais importante. Nos Estados Unidos, estão previstos dados de inflação e atividade, incluindo o índice PCE na quarta-feira e o relatório de emprego na sexta-feira. Esses indicadores podem influenciar as expectativas para os próximos passos do Federal Reserve.

No Brasil, os investidores também acompanham as expectativas para a inflação, a trajetória da Selic e o comportamento das contas públicas. A curva de juros continua sendo um dos principais termômetros para os ativos brasileiros.

O cenário, portanto, é de possível volatilidade nos próximos pregões. O dólar tende a reagir principalmente ao ambiente internacional e aos juros americanos, enquanto a Bolsa deve continuar sensível ao petróleo, às empresas de commodities, aos juros domésticos e ao fluxo de investidores estrangeiros.

O fechamento desta segunda-feira mostra um mercado sem direção única: a Bolsa terminou praticamente estável, enquanto o câmbio permaneceu pressionado. A evolução dos indicadores internacionais ao longo da semana será determinante para definir o comportamento dos ativos brasileiros.