Semob questiona Justiça Eleitoral sobre windbanners de candidatos obstruindo visão de motoristas em Maringá

Ofício assinado pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) e enviado ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) documenta casos de windbanners instalados em oito avenidas da cidade que estariam cobrindo placas de sinalização e espaços destinados para pedestres. Em Maringá, Justiça Eleitoral já recebeu 89 denúncias de irregularidades neste tipo de material.
Semob enviou registros em foto e vídeo de possíveis irregularidades | Foto: Reprodução
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A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) de Maringá enviou um ofício, para a Justiça Eleitoral, documentando e questionando casos onde windbanners de candidatos nas eleições 2026 estão obstruindo a visão de motoristas. O documento, de 14 páginas, foi enviado ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) no dia 11 de setembro. A reportagem teve acesso ao relatório nesta quinta-feira (24).

O ofício levou ao conhecimento da Justiça Eleitoral casos documentados, com registros em foto e vídeo, de possíveis irregularidades de trânsito cometidas em função dos materiais gráficos em oito avenidas da cidade. A principal preocupação apontada pela Secretaria, no documento, está na obstrução de placas de sinalização.

O documento também questiona outras situações, como o número excessivo de materiais em um único espaço, bloqueando o campo de visão de motoristas e motociclistas, além do posicionamento de windbanners em ilhas para pedestres e na frente de rampas de acesso para cadeirantes.

“Os registros realizados demonstram, ainda, situações em que os wind banners se encontram posicionados de maneira a obstruir ou dificultar a visualização da sinalização viária, inclusive placas indicativas de proibição de conversões e demais dispositivos destinados a assegurar a fluidez e a segurança do trânsito, além de produzirem obstrução visual aos usuários das vias. Verificou-se também a instalação desses materiais nas proximidades ou sobre áreas destinadas à circulação e acessibilidade de pedestres, notadamente faixas de travessia, rampas de acessibilidade para pessoas com deficiência e pisos táteis, bem como sobre guias (meio-fio), com partes ou projeções da publicidade avançando sobre a pista de rolamento”, cita um trecho do ofício.

A Semob também mostrou preocupação com os materiais posicionados muito próximos as ruas, por conta da possibilidade dos equipamentos cairem na via e causarem acidentes.

“Tal circunstância, além da interferência visual e física, representa risco adicional na hipótese de queda ou deslocamento dos equipamentos sobre a via, podendo atingir ou surpreender condutores e ocasionar acidentes, com especial preocupação em relação aos usuários mais vulneráveis, sobretudo motociclistas e condutores de veículos autopropelidos”, afirma a Semob no documento.

No ofício, a Secretaria buscou um posicionamento com orientações da Justiça Eleitoral sobre o que pode ser feito, pelos agentes de trânsito, nestes casos. Conforme apurado pela reportagem, nenhuma ação de retirada ou reposicionamento de windbanners foi feita pelas autoridades de trânsito da cidade até o momento. As vias com mais registros de irregularidades foram o cruzamento das Avenidas Brasil e Herval e a rotatória da Praça Souza Naves.

Até a manhã desta sexta-feira (25), a Justiça Eleitoral no Paraná havia recebido 89 denúncias, via aplicativo Pardal, de possíveis irregularidades em windbanners, conforme consultado pela reportagem no site do TRE-PR. O Maringá Post procurou o Tribunal Regional Eleitoral, que informou que a fiscalização da propaganda de rua cabe ao juízo eleitoral de cada município. A reportagem também procurou a 192ª Zona Eleitoral de Maringá para comentar o assunto e aguarda um retorno.