Em 2026, Maringá registra quase 1 infração por excesso de velocidade por minuto. O dado foi levantado pelo Maringá Post, a partir de uma consulta a plataforma +Vida, gerida pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) e que compila informações de boletins de ocorrência de trânsito lavrados pela Polícia Militar (PM). Somente de janeiro a agosto deste ano, foram mais de 276 mil autos de infração emitidos para condutores pilotando acima do limite de velocidade das vias.
Na média, isso representa algo em torno de 1,2 mil infrações por dia ou 50 por hora flagradas pelos 117 equipamentos de fiscalização de excesso de velocidade espalhados por Maringá. Quase 90% das ocorrências se enquadram no inciso I do Art. 218 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que é circular até 20% a mais da velocidade permitida na via. Nesses casos, a infração é considerada média, com penalidade de quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e multa de R$ 130,16.
Apesar de parecer pouca diferença, as autoridades de trânsito alertam para os riscos que o condutor se sujeita quando dirige acima dos 50km/h, velocidade máxima permitida no perímetro urbano de Maringá. Somente neste ano, a cidade registrou mais de 5.600 acidentes, média de 23 colisões ao dia e 36 óbitos. Os três radares que mais flagraram infrações neste ano estão posicionados no Contorno Sul, onde a velocidade máxima permitida é de 60km/h. Somados, eles ultrapassam as 60 mil infrações em oito meses.
Em entrevista ao Maringá Post, o secretário municipal de Mobilidade Urbana, Luciano Brito, apelou para a consciência dos motoristas. Ele expplica que os picos de irregularidades estão concentrados no horário entre meio dia e 1h da tarde, horário que muitos trabalhadores correm para o almoço.
“Nós temos nossas campanhas de conscientização do trânsito, neste ano reduzimos a velocidade máxima permitida da maioria das vias da cidade para 50km/h e, em apenas alguns pontos, temos velocidade de 60km/h. As pessoas podem pensar que passar 10km acima do limite é pouco, mas eles não têm noção de que qualquer velocidade acima de 50km/h o condutor já está colocando a sua vida em risco. Nós observamos que o pico de ocorrências de infração é registrado entre meio dia e 1h da tarde, muita gente quer correr, ir para casa almoçar, às vezes têm um horário de almoço mais reduzido. Seria importante as pessoas terem essa consciência, de não correr, evitar esse risco”, relatou.
De janeiro a agosto deste ano, Maringá arrecadou R$ 47 milhões com autuações por irregularidades no trânsito. A previsão orçamentária para todo o ano está R$ 61 milhões. O número pode variar, em razão dos recursos apresentados por condutores e também pela inadimplência em alguns casos.


















