Maringá chega às eleições de 2026 com 301.817 eleitores aptos a votar. Desse total, 83.936 têm 60 anos ou mais. O grupo representa cerca de 27,8% de todo o eleitorado da cidade.
Isso significa que, em cada dez eleitores de Maringá, quase três estão nessa faixa etária.
O número também mostra uma mudança importante no perfil do eleitorado. O envelhecimento da população brasileira está aparecendo também nas listas de pessoas aptas a votar.
No Brasil, 37,46 milhões de eleitores têm 60 anos ou mais em 2026. Eles representam 23,6% do eleitorado nacional. Em 2022, eram 32,89 milhões, ou 21,02%.
Maringá acima da média nacional
A participação dos eleitores com 60 anos ou mais em Maringá é maior que a média brasileira.
Na cidade, eles representam 27,8% do eleitorado. No país, são 23,6%.
O perfil por idade também mostra que não se trata apenas de um pequeno grupo de pessoas muito idosas.
Em Maringá, são 24.284 eleitores entre 60 e 64 anos e outros 19.741 entre 65 e 69 anos.
A partir dos 70 anos, o voto passa a ser facultativo. Mesmo assim, a cidade tem 15.889 eleitores entre 70 e 74 anos, 11.450 entre 75 e 79 anos e 7.002 entre 80 e 84 anos.
Há ainda 3.669 eleitores de 85 a 89 anos, 1.444 de 90 a 94 anos, 396 de 95 a 99 anos e 61 com 100 anos ou mais.
O voto depois dos 70
A legislação brasileira estabelece que o voto é facultativo para pessoas com mais de 70 anos.
Isso significa que esses eleitores podem escolher participar ou não da eleição. A ausência não gera as mesmas consequências aplicadas aos eleitores para quem o voto é obrigatório.
Mesmo com essa diferença, o TSE considera importante garantir condições para que a população idosa possa votar.
Eleitores com 60 anos ou mais têm direito a atendimento prioritário nos locais de votação. Para quem tem mais de 80 anos, a prioridade é absoluta.
A Justiça Eleitoral também prevê medidas de acessibilidade e mecanismos de apoio para pessoas com dificuldade de locomoção.
Um eleitorado que está mudando
O crescimento da participação dos mais velhos não significa apenas que existem mais pessoas idosas.
Ele também muda o perfil do eleitorado e aumenta a presença de temas relacionados ao envelhecimento na vida pública.
Saúde, aposentadoria, medicamentos, transporte, acessibilidade, segurança, moradia e atendimento nos serviços públicos são questões que fazem parte da vida de uma parcela cada vez maior da população.
Mas não é possível concluir, apenas pela idade, quais são as opiniões ou as escolhas eleitorais dessas pessoas.
Os dados do TSE mostram o tamanho e a composição do eleitorado. Eles não indicam preferência por candidatos, partidos ou propostas.
Uma mudança que vai além das eleições
O que acontece em Maringá faz parte de uma transformação nacional.
O eleitorado brasileiro ficou mais velho entre 2022 e 2026. Enquanto o número de pessoas com 60 anos ou mais aumentou, a participação relativa das faixas mais jovens diminuiu.
Em Maringá, essa mudança aparece de forma ainda mais clara: quase três em cada dez eleitores já têm pelo menos 60 anos.
Para as eleições de 2026, portanto, conhecer o perfil desse eleitorado é também entender uma mudança na própria composição da população.
Mais do que perguntar em quem essas pessoas vão votar, o dado levanta outra questão: como uma cidade que envelhece deve se preparar para atender uma população cada vez mais longeva?


















