O Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) do Hospital Universitário de Maringá (HUM) registrou 902 atendimentos relacionados a acidentes com escorpiões entre janeiro e agosto de 2026. O número já supera os 842 casos registrados durante todo o ano de 2024 e é maior que o registrado no mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 767 atendimentos.
O serviço é referência para os 32 municípios da 15ª Regional de Saúde do Paraná e acompanha os casos de acidentes com animais peçonhentos na região.
O aumento ocorre antes mesmo do início oficial da primavera, que começa nesta terça-feira (22). Segundo o CIATox, o período de temperaturas mais altas favorece a proliferação dos escorpiões, que encontram nas áreas urbanas condições para abrigo e alimentação.
A coordenadora do CIATox, enfermeira Marcia Guedes, classifica o avanço dos casos como uma “crise silenciosa” e aponta fatores ambientais que contribuem para a proliferação dos animais.
Entre as medidas de prevenção estão a limpeza de terrenos e quintais, a retirada de entulhos, lixo e folhas secas e o controle de insetos. Baratas, grilos e gafanhotos estão entre os animais que servem de alimento para os escorpiões.
A maior parte dos acidentes atendidos pelo HUM envolve o escorpião-amarelo (Tityus serrulatus), espécie que também é encontrada em áreas urbanas.
O que fazer em caso de picada
Após um acidente, a orientação é lavar o local da picada com água e sabão e procurar atendimento em uma unidade de saúde. O CIATox ressalta que não é necessário capturar o animal para que ele seja identificado.
Fotos ou vídeos podem ajudar na identificação, desde que sejam realmente do escorpião envolvido no acidente. A recomendação também evita que a vítima ou outra pessoa tente manipular um animal peçonhento e sofra uma nova picada.
Os sintomas variam de acordo com a espécie e com a vítima. Nos casos leves, podem ocorrer dor e alteração da sensibilidade no local da picada. Quadros moderados podem apresentar dor intensa, vômitos, sudorese, agitação, taquicardia e aumento da pressão arterial.
Nos casos graves, podem surgir vômitos intensos, alterações do pulso, falta de ar e choque. Crianças menores de 7 anos e pessoas com mais de 60 anos exigem atenção especial.
O uso de soro antiescorpiônico não é necessário em todos os acidentes e depende da avaliação do quadro clínico do paciente.
Acidentes com outros animais também aumentaram
Além dos escorpiões, o CIATox registrou 1.291 atendimentos relacionados a animais peçonhentos entre janeiro e agosto de 2026. No mesmo período de 2025, foram 1.004 casos.
Entre os registros deste ano estão 186 acidentes com aranhas, 62 envolvendo himenópteros, grupo que inclui abelhas, formigas e vespas, e 47 acidentes com serpentes. Outros 46 atendimentos foram classificados como envolvendo animais peçonhentos ou venenosos.
Onde buscar atendimento
O CIATox do Hospital Universitário de Maringá atende presencialmente e também presta orientação por telefone.
O serviço pode ser acionado pelos telefones (44) 3011-9431 e (44) 3011-9127. O Hospital Universitário Regional de Maringá fica na Avenida Mandacaru, 1590, Parque das Laranjeiras.
Serviço:
Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox)
Telefones: (44) 3011-9431 e (44) 3011-9127
Av. Mandacaru, 1590, Parque das Laranjeiras, Maringá
Com informações da Universidade Estadual de Maringá (UEM)


















