“Filho do dono é herdeiro; sucessor tem que carregar caixa”: Ariovaldo Costa Paulo analisa regras de sucessão na Arilu

No Ponto a Ponto, empresário explica como preparou os filhos para assumirem a liderança de operações estratégicas e defende que legitimidade interna exige domínio da operação.
Foto: VMark Estúdio / Maringá Post
Foto: VMark Estúdio / Maringá Post
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Maringá — Os desafios de transferir o comando para as próximas gerações pautaram as reflexões do empresário Ariovaldo Costa Paulo no podcast Ponto a Ponto, do Maringá Post. Fundador da Arilu Distribuidora, o empresário compartilhou a metodologia prática aplicada dentro de sua própria casa para transformar laços consanguíneos em competência profissional reconhecida por colaboradores e pelo mercado.

Ao analisar as causas frequentes de conflitos em empresas familiares, Costa Paulo pontuou que o ambiente corporativo exige a suspensão das dinâmicas domésticas. “Para dar certo a família na empresa, dentro da empresa ela não pode ser família; tem que ser mais uma pessoa. Meu filho e minha filha, quando entraram na empresa, não eram filhos do dono, eram funcionários e começaram lá embaixo”, destacou o executivo em conversa com o jornalista Ronaldo Nezo no VMark Estúdio.

O caminho até o topo

O empresário detalhou a trajetória de seu filho André, que atualmente ocupa a posição de CEO das operações do grupo em toda a região Sul. O caminho até o topo do organograma incluiu passagens por todas as etapas físicas e operacionais da logística de distribuição.

“O André começou comigo carregando caixa, foi vendedor, fez entrega em caminhão, tirou pedido no campo e atuou como promotor de vendas. Ele passou por toda a base da empresa”, relatou Ariovaldo. Para o fundador, esse percurso é determinante para a formação de uma liderança segura e assertiva: “É por isso que hoje ele é o que é. Ele conhece todos os processos da empresa, e a minha filha seguiu da mesma forma”.

Respeito e conhecimento de causa

A distinção entre quem apenas recebe um patrimônio e quem assume a responsabilidade de fazê-lo prosperar foi enfatizada pelo líder empresarial: “Filho do dono é herdeiro; agora, sucessor é diferente. O sucessor tem que trabalhar, tem que conhecer os processos e dar continuidade ao negócio. Quando ele fala com a equipe, fala com conhecimento de causa, e não apenas pelo fato de ser filho do Ariovaldo”.

Segundo Costa Paulo, essa vivência confere respaldo perante equipes antigas: “Nós temos funcionários com 37, 38, quase 40 anos de casa. Eles cresceram junto com meus filhos e viram todo o esforço e o aprendizado deles ao longo dos anos. É completamente diferente de um filho que fica fora da empresa e de repente é colocado numa cadeira de comando sem conhecer as dores do negócio”.

Ao avaliar o momento atual da gestão executiva sob a liderança do filho, Ariovaldo destacou a combinação entre a base técnica e a ousadia da juventude corporativa: “Ele assumiu com profissionalismo e brilhantismo. Faz coisas que eu talvez não tivesse coragem de fazer, com a ousadia necessária para os tempos atuais”, concluiu.

Serviço

Apresentação: Ronaldo Nezo

Produção de áudio e vídeo: VMark Estúdio

Assista o episódio completo do podcast no canal do Maringá Post no YouTube.