O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Júnior (PSD), criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e cobrou um posicionamento dos senadores paranaenses sobre as decisões da Corte. A declaração foi feita nesta quarta-feira (16), durante uma coletiva de imprensa em Maringá.
Ao comentar a audiência realizada na terça-feira (15), o governador afirmou que o cenário provoca descrença nas instituições brasileiras.
“Todo mundo acho que o brasileiro está envergonhado do que está acontecendo no STF. É uma tristeza. E é uma tristeza ver a decepção do povo brasileiro com o poder constituído”, declarou.
Segundo Ratinho Júnior, o Judiciário é o poder que menos deveria ser questionado pela população. Ele também defendeu que eventuais responsabilidades sejam apuradas.
“A gente espera que isso possa passar o quanto antes e passar de forma alimpo, que seja passado alimpo, inclusive, qualquer um que possa ter dever e que não tenha cumprido o seu compromisso de autoridade pública constituída”, disse.
Cobrança aos senadores
Durante a coletiva, Ratinho Júnior afirmou que o Senado precisa tomar providências e cobrou uma posição dos três senadores que representam o Paraná.
“Eu, inclusive, acho que os três senadores do Paraná têm que começar a se posicionar de forma clara qual é o seu posicionamento”, afirmou.
O governador também mencionou o senador e candidato ao Governo do Paraná, Sergio Moro (PL), ao comentar a atuação do Congresso Nacional na discussão sobre o STF.
“Eu vejo aqui, até por parte do candidato Moro falando que quer tirar o PT do Paraná. O PT do Paraná tem que ser tirado por Brasília. É lá que está o problema, o Supremo. É lá que decide a questão do Tribunal Federal”, declarou.
Ratinho Júnior defendeu que os senadores atuem no debate sobre o funcionamento do Supremo e afirmou que a questão não pode ser resolvida pelo governo estadual.
“Não é através do governo do Estado que você resolve isso. Então, eu acho que é importante o paranaense também cobrar os seus senadores posicionamento para resolver e enfrentar essa questão do STF”, disse.


























