O pão francês, um dos alimentos mais presentes na mesa dos brasileiros, pode ficar mais caro nos próximos meses devido à redução da produção nacional de trigo.
Os dados mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram uma queda expressiva na produção brasileira do cereal.
Na safra 2025/26, a produção de trigo está estimada em 5,74 milhões de toneladas, redução de 27,1% em relação ao ciclo anterior.
A queda acontece principalmente pela redução da área cultivada, que diminuiu 21,2%, e também pela menor produtividade das lavouras.
A Conab estima ainda que o Brasil precisará importar cerca de 7,06 milhões de toneladas de trigo para atender ao consumo interno.
Isso aumenta a importância do mercado internacional na formação dos custos do cereal utilizado pelos moinhos brasileiros.
O caminho até o consumidor passa por várias etapas.
O trigo é comprado pelos moinhos, transformado em farinha e depois vendido para padarias, supermercados, restaurantes e indústrias de alimentos.
Quando a farinha fica mais cara, as padarias precisam avaliar se conseguem absorver o aumento ou se será necessário reajustar os preços.
Por isso, a redução da produção não significa que o pão francês ficará automaticamente mais caro na mesma proporção.
O preço final também depende do valor da farinha, do trigo importado, do dólar, do transporte, da energia elétrica, dos salários e de outros custos das padarias.
Outro fator importante é o Paraná.
O Estado está entre os principais produtores brasileiros de trigo e possui forte participação na cadeia de moagem e fabricação de alimentos.
Para consumidores de Maringá e região, uma eventual valorização do trigo pode aparecer primeiro nos custos das padarias e, posteriormente, no preço de produtos como pão francês, pães especiais, massas e outros alimentos feitos com farinha.
A situação também ocorre em um momento de atenção para o mercado mundial.
A Conab acompanha semanalmente as condições das lavouras e do mercado de trigo, enquanto as próximas atualizações poderão mostrar se a produção terá novas revisões.
Assim, o cenário atual é de pressão sobre a cadeia do trigo, mas ainda não permite afirmar que todas as padarias terão o mesmo reajuste.
Para o consumidor, a principal consequência é a possibilidade de novos aumentos no preço do pão francês caso o custo da farinha avance e seja repassado pelos estabelecimentos.


























