Sicredi pausa expansão e transforma agências em centros de convivência

Presidente Wellington Ferreira destaca fim das portas giratórias e foco em relacionamento
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Presidente Wellington Ferreira destaca fim das portas giratórias e foco em relacionamento. Cooperativa é a vice-líder em crédito rural no Brasil.

MARINGÁ – A Sicredi Dexis iniciou uma reformulação no modelo de atendimento de suas unidades. A cooperativa de crédito pausou temporariamente o plano de expansão física para converter as atuais agências em centros de convivência e relacionamento. A informação foi confirmada pelo presidente da Sicredi Dexis, Wellington Ferreira.

Em entrevista ao portal Maringá Post no estúdio da Expoingá 2026, Ferreira explicou a mudança. “Não temos mais aquelas agências antigas. Estamos tirando porta giratória, tirando caixa. Não há mais fila”, afirmou.

Segundo o presidente, a digitalização dos serviços financeiros eliminou a necessidade de ir a uma agência para operações básicas. O novo formato visa oferecer um espaço de consultoria financeira e encontro entre os associados. A Sicredi Dexis atua em 109 municípios nos estados do Paraná e de São Paulo, e possui 10 agências em Maringá.

Crédito Rural e Juros

A cooperativa nasceu com foco exclusivo no produtor rural e, posteriormente, ampliou o atendimento para pessoas físicas e empresas. Ferreira destacou que, mesmo com a expansão, o agronegócio segue como pilar da instituição. Excluindo o Banco do Brasil, o sistema Sicredi é o segundo maior repassador de crédito rural do país.

Ferreira explicou que as taxas do crédito rural são padronizadas e subsidiadas pelo governo. O diferencial da cooperativa, segundo ele, é a agilidade e a proximidade com o tomador de crédito. O presidente criticou, no entanto, o atual patamar da taxa Selic. “O juro alto atrapalha o agronegócio e todo investidor no Brasil. O produtor rural vem de três safras ruins. O juro caro prejudica muito a atividade”, disse.

Impacto no Sistema Financeiro

O crescimento das cooperativas de crédito forçou uma mudança de postura nos bancos tradicionais, avalia Ferreira. Para ele, as instituições financeiras privadas reduziram taxas e melhoraram o atendimento para não perder mais mercado. “A cooperativa provocou esse alinhamento nos bancos”, concluiu o presidente.