Neste mês de setembro, o Maringá Post completa nove anos de fundação. Criado em 11 de setembro de 2017 por Michael Silva, pelo técnico Leandro Lancellotti e com a redação liderada pelo jornalista investigativo Murilo Gatti, o portal nasceu com a proposta clara de preencher uma lacuna na imprensa regional por meio de uma cobertura independente, pautada por reportagens de fôlego, economia e análise política. A estrutura inicial contou com o aporte decisivo da empresária Fernanda Tasim Gatti, que acreditou no propósito da publicação e viabilizou sua entrada no mercado. Mais tarde, com a saída dos demais sócios, Fernanda e Murilo assumiram integralmente o controle do veículo.
A consolidação do portal deu-se em meio a desafios profundos. Durante o período em que atuava na linha de frente do jornalismo, Murilo enfrentou o diagnóstico de um câncer cerebral, passando por cirurgia e reabilitação. Mesmo diante das adversidades e das restrições impostas pela pandemia de Covid-19, ele manteve a produção de reportagens exclusivas até o seu falecimento, em 2022, aos 41 anos, em decorrência de complicações causadas pela Covid-19 contraída no ambiente hospitalar. Fernanda seguiu no comando da operação, garantindo a continuidade do projeto e preservando o alicerce ético e investigativo deixado pelo marido.
Allan Cardoso e João Rafael
No mesmo ano de 2022, o caminho do veículo cruzou-se com o dos empresários Allan Cardoso, vindo do mercado imobiliário, e João Rafael, profissional com sólida bagagem comercial na imprensa. Sócios na Triunfo — empresa de mídia Out of Home também fundada em setembro de 2017 —, os dois procuraram a direção do portal para alinhar uma parceria de integração de mídias. O diálogo inicial transformou-se em uma sociedade e, posteriormente, em uma transição amigável de gestão, com a aquisição definitiva de 100% da operação pela Triunfo. O compromisso assumido pelos novos gestores foi dar escala ao negócio mantendo intocada a independência editorial do jornal.
“Desde o primeiro momento, nosso compromisso foi respeitar a memória e o trabalho do Murilo. A forma do jornal nós nunca alteramos, até porque a independência editorial sempre foi o que nos atraiu. Nós nunca buscamos adquirir o portal para desconstruir o que esse mercado tem de mais nobre, que é noticiar as coisas de maneira verdadeira”, destaca Allan Cardoso.
A nova fase trouxe modernização estrutural e crescimento técnico sem depender de fórmulas evasivas de mercado. Na contramão de veículos que reduziram suas operações presenciais, o Maringá Post inaugurou uma sede própria, estruturada com estúdios para a produção de podcasts, atraindo novos colunistas e profissionais de renome para a equipe. Além disso, a gestão tomou decisões focadas na qualidade da entrega ao leitor, como a remoção completa de mídias programáticas intrusivas do site e a rejeição ao uso de conteúdos caça-cliques.
O resultado dessas estratégias refletiu-se nos indicadores de audiência e mercado. O portal registra um crescimento orgânico contínuo da ordem de 10% ao mês, sem a compra de tráfego ou seguidores, e alcançou o reconhecimento técnico de plataformas como o Google, que o indexa como produtor primário de reportagem local autoral. O veículo também passou a integrar a Associação Diários do Interior do Paraná (ADI-PR), figurando como a principal plataforma exclusivamente digital da região no grupo que reúne os principais jornais do estado.
“Nós queremos noticiar com qualidade, fazer matéria de verdade e entregar credibilidade para a população. A gente vem buscando trazer o jornalismo para o lado raiz, mantendo uma veia de informação limpa e focada na força do interior do Paraná. A credibilidade vem primeiro; o resultado comercial é uma consequência do trabalho bem feito”, afirma João Rafael.
Com nove anos de história, a diretoria projeta agora o seu próximo passo operacional: a criação da marca guarda-chuva Jornais Post. A iniciativa prevê a expansão do modelo para outras cidades do Paraná, como Sarandi — que já conta com operação em andamento —, criando uma rede focada em cobrir a dinâmica econômica e social do interior paranaense. A trajetória, que começou com o rigor investigativo do jornalismo tradicional, firma-se como um projeto sólido de comunicação multimídia regional. Independente, sempre.



















