A trajetória de um dos nomes mais emblemáticos da preservação do patrimônio cinematográfico no Brasil ganha destaque no centro das atenções culturais de Maringá. A partir deste sábado (8) até domingo (16), a Associação Cultural e Esportiva de Maringá (Acema) recebe a exposição “More e o Japão – Uma Vida em Cinema”, uma imersão na obra e nas vivências do pesquisador e colecionador Morimassa Miyazato, popularmente conhecido como More.
O evento integra a programação oficial do 35º Festival Nipo-Brasileiro e apresenta ao público uma amostra expressiva da acervo guardado na lendária Cinemateca More – projeto mantido na residência do pesquisador com mais de 6 mil títulos em filme.
A mostra reúne fotografias, grafismos, objetos históricos, peças de coleções pessoais e curiosidades sobre a cultura japonesa. Entre os destaques, a exposição traz um recorte especial e rigoroso dedicado à filmografia de Akira Kurosawa, uma homenagem de More ao cultuado “Imperador do Cinema Japonês”.
‘Incansável’
Considerado nos anos 1980 pela Associação de Críticos de Cinema do Rio de Janeiro como um “incansável cavaleiro da memória cinematográfica”, More construiu uma reputação nacional ao resgatar o que a crítica batizou de “cinema de papel”: uma coleção histórica de mais de 15 mil cartazes e folhetos publicitários que revolucionou a forma de documentar a memória gráfica do audiovisual brasileiro e internacional.
“More ajuda a preservar a maltratada memória gráfica do cinema e, toda vez que pode, divide a coleção dele. Sorte nossa”, destacou o falecido crítico Rogério Durst sobre a relevância do trabalho do pesquisador.
Entre o Rio e Maringá
A trajetória de More cruza capítulos marcantes da história cultural do País. Após gerenciar salas de exibição em São Paulo, nos anos 1970, e atuar na imprensa de Maringá – onde organizou a histórica 1ª Mostra de Cinema de Maringá, em 1978 -, o pesquisador atuou por uma década como técnico de pesquisa e documentação na Cinemateca do Museu de Arte Moderna (MAM), do Rio de Janeiro, a convite do lendário crítico José Carlos Avellar.
Na capital fluminense, colaborou com publicações como a revista Cinemin, prestou consultoria para festivais de grande porte e esteve em convívio direto com ícones do Cinema Novo e das artes nacionais, como Nelson Pereira dos Santos, Grande Otelo, Tizuka Yamasaki e Glauber Rocha.
Raízes
A forte ligação com as raízes japonesas e com a comunidade nipônica – iniciada ainda na infância ao assistir a filmes de samurai com a família – ganha corpo nesta edição do festival, unindo a vivência dele no Japão e o amor incansável pela arte sequencial.
Além de conferir de perto as raridades e relatos que atravessam décadas de história do cinema mundial e nacional, os visitantes da exposição concorrerão a brindes exclusivos. No dia 15 de agosto (sábado), haverá o sorteio de 20 DVDs de filmes clássicos para o público presente.
Serviço:
Exposição “More e o Japão – Uma Vida em Cinema”
Quando: De 8 a 16 de agosto
Onde: Acema


















