Mais de 600 profissionais são mobilizados para visitas domiciliares em regiões afetadas pelo tornado em Maringá

Quatro dias após a passagem de um tornado com ventos de mais de 180km/h em Maringá, município ainda tenta sanar a subnotificação de casos. Agentes comunitários de saúde e agentes de endemias passaram por treinamento na manhã desta sexta-feira (6), no Calil Haddad.
Servidores passaram por treinamento no Calil Haddad | Foto: Victor Ramalho/Maringá Post
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Mais de 600 profissionais da Prefeitura de Maringá foram mobilizados para um mutirão de visitas porta em porta em bairros que estão na região de passagem do tornado que atingiu na Maringá na última segunda-feira (2), com ventos de mais de 180km/h. Quatro dias após o fenômeno climático, o município ainda tenta sanar a subnotificação de casos.

Agentes comunitários de saúde, agentes de endemias e profissionais dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) passaram por treinamento na manhã desta sexta (6), no Teatro Calil Haddad. O objetivo da reunião foi alinhar um questionário, com todas as informações que precisam ser levantadas de quem precisa de ajuda.

Para a tarefa, foram mobilizados profissionais de toda a cidade, mesmo aqueles que atuam em regiões que não foram afetadas. Pela Secretaria Municipal de Saúde serão mais de 500 agentes realizando visitas já a partir desta sexta. De acordo com o secretário de Saúde, Antônio Carlos Nardi, há a preocupação com pacientes que fazem uso de medicamentos contínuos e que não conseguem chegar nas unidades de saúde por problemas de locomoção. Também há casos de pessoas que, sem energia elétrica em casa, tiveram remédios estragando.

“Estamos padronizando agora as visitas domiciliares e priorizando, deslocando de áreas não afetadas para as áreas mais afetadas esses agentes, esses profissionais, para estarem fazendo todo este levantamento das necessidades de coisas materiais, mas também das necessidades pessoais, de medicamentos, de auxílio, de cuidado. Alguns que ainda possam estar sem energia elétrica e que não tiveram a capacidade de comunicação da sua necessidade. Ontem, atendemos uma paciente de 97 anos no 13º andar de um prédio que estava sem energia e ela não estava com água potável para beber. Conseguimos descer essa paciente e deslocá-la para a casa de uma filha. Então são essas as nossas atuações neste momento, onde todos nos uniremos para as áreas mais afetadas e padronizadamente não duplicar ou triplicar serviços ou visitas que já tenham sido feitas em outras casas”, disse.

Conforme o prefeito de Maringá, Silvio Barros (PP), que participou da reunião, muitas pessoas ainda não conseguiram pedir ajuda por estarem sem comunicação. São esses tipos de casos que serão priorizados nos próximos dias.

“Nós precisamos de informações que estão atrasadas e subnotificadas a respeito de pessoas que estão precisando de ajuda e a gente ainda não sabe. Então resolvemos mobilizar os nossos agentes comunitários de saúde, os agentes de endemia que já costumam visitar as casas, vamos concentrar todos na região onde o tornado passou. Então a gente está liberando os agentes que trabalham em bairros que não foram atingidos para virem nos ajudar, visitar casa por casa e preencher o questionário para que a gente possa saber de fato o tamanho da ajuda que as pessoas estão precisando. Não dá para esperar mais, já passou uma semana, as pessoas que estão sem telhado precisam de uma resposta. E se eles não conseguem nos avisar, a gente tem que ir onde eles estão. Então essa é a proposta, nós vamos concentrar todo esse grupo aqui para visitar as áreas que foram atingidas e para que a gente possa ter esse movimento mais rápido”, afirmou.