Voltar à sala de aula depois dos 50 anos e embarcar para outro país em busca de conhecimento e novas experiências. O que antes parecia uma oportunidade reservada aos jovens está conquistando cada vez mais brasileiros maduros.
Um exemplo é a educadora Rosangela Agnoletto, de 63 anos. Ela realizou o primeiro intercâmbio aos 50, depois de adiar o sonho por mais de três décadas. Desde então, já fez sete viagens internacionais, aprendeu três idiomas e participou de cursos de gastronomia, formação de barista e outras atividades culturais.
A experiência não é isolada. Segundo levantamento de 2026 da Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio (Belta), o público com mais de 50 anos já ocupa a sétima posição entre as faixas etárias que mais procuram esse tipo de programa.
Os destinos mais procurados incluem Itália, Espanha, Inglaterra, Alemanha e Malta. Além das aulas de idiomas, muitos programas oferecem gastronomia, visitas a museus, atividades artísticas e passeios turísticos.
Também existem agências que organizam turmas exclusivas para pessoas acima dos 50 anos, com aulas pela manhã e atividades culturais à tarde. A proposta é combinar aprendizado, turismo e conforto.
O investimento depende do destino e das condições de hospedagem. Uma simulação para duas semanas em Malta aponta valores aproximados de R$ 7 mil em curso regular, R$ 13 mil em programa especial com quarto individual e R$ 18 mil com hospedagem em hotel. Os valores não incluem passagens aéreas e refeições.
Mais do que aprender outro idioma, o intercâmbio representa a possibilidade de ampliar horizontes, conhecer diferentes formas de viver e realizar projetos que ficaram adiados durante décadas.
A idade, nesse caso, deixou de ser um limite. Para muitos brasileiros, tornou-se o momento de finalmente fazer aquilo que sempre desejaram.








