A Prefeitura de Maringá discute como proceder nos casos de moradores que se recusam a deixar residências consideradas inabitáveis após a passagem do tornado. Segundo o prefeito Silvio Barros, o município tem obrigação de retirar as pessoas de imóveis condenados pela Defesa Civil, mas a abordagem precisa considerar a resistência das famílias.
O assunto foi discutido em uma reunião realizada nessa quarta-feira (4), com a participação do Ministério Público. A preocupação é definir como agir quando os moradores não aceitam deixar as casas, mesmo diante de uma avaliação técnica que aponta risco à segurança.
“Se a pessoa não quer sair, mas a casa está condenada, nós temos obrigação de retirar a pessoa, querendo ou não querendo”, afirmou o prefeito.
Barros explicou que a retirada não deve ocorrer pela força. A orientação é apresentar um documento que comprove a interdição e convencer os moradores sobre a necessidade de deixar o imóvel.
“Nós não podemos fazer à força, tem que ser na base do convencimento, tem que levar um documento dizendo que a casa está condenada, que ela está, de alguma forma, impedida de ser utilizada”, disse.
A dificuldade também envolve a preocupação das famílias com os pertences que permaneceriam nas residências. Para enfrentar esse problema, a Prefeitura prepara um espaço para recolher, catalogar e armazenar os bens dos moradores.






