Danos em prédios públicos após tornado devem se aproximar de R$ 15 milhões, estima Prefeitura de Maringá

Valor foi informado pelo prefeito de Maringá, Silvio Barros (PP), em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (5). Número é preliminar e ainda pode sofrer alterações, considerando apenas danos estruturais em edificações do poder público.
Foto: Rafael Macri/PMM
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A Prefeitura de Maringá estima um prejuízo de aproximadamente R$ 15 milhões com danos estruturais em prédios públicos em razão do tornado que passou pela cidade na madrugada da última segunda-feira (2). O número foi informado pelo prefeito Silvio Barros (PP), em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (5).

De acordo com o chefe do Executivo, o valor foi levantado a partir de um relatório elaborado por técnicos da Prefeitura considerando apenas os danos em edificações. O documento ainda não está concluindo, restando a avaliação de danos em outras estruturas, mas já considera até o momento R$ 10 milhões em danos. Outras edificações de responsabilidade do município ainda serão avaliadas, o que fará o valor aumentar.

O número não considera prejuízos na rede de fornecimento de energia, pavimentação e nem os danos em propriedades particulares. Na avaliação do prefeito, o montante ficou até abaixo do que era esperado, considerando a magnitude do evento climático.

“Nós estamos chegando perto de R$ 10 milhões, mas a escola Mariana (Viana Dias, no Conjunto Itaparica), que foi a mais prejudicada, só aquele telhado custa R$ 2 milhões e ele não está nesse número, porque ontem a preocupação maior era não piorar a situação. Então a gente simplesmente foi lá e cobriu, mas nós não conseguimos terminar o laudo de avaliação ainda de tudo o que foi afetado na escola. Nossos engenheiros fizeram a estimativa de sobrevivência. Eu até confesso para vocês que foi menos do que eu imaginava”, relatou o Silvio.

Ao todo, o balanço preliminar da Defesa Civil aponta para 1.027 árvores caídas e 370 postes de energia danificados, número que também pode aumentar. Conforme Barros, as equipes ainda não conseguiram cobrir toda a área afetada do município. Na coletiva, o prefeito também aproveitou para orientar os empresários a seguirem elaborando os laudos de danos estimados. Só com o documento em mãos será possível reivindicar algum tipo de suporte do poder público.

“As empresas privadas precisam de um laudo técnico para dizer qual é o tamanho do prejuízo. Este laudo para efeito do nosso decreto de emergência tem que ser validado por um engenheiro público, um engenheiro do bombeiro ou da Prefeitura, eles têm que validar esse laudo. Então é importante que as empresas saibam que elas precisam trazer o laudo para a gente. Só fazer o laudo não é suficiente, esse laudo precisa ser trazido aqui no Corpo de Bombeiros e a partir dali a gente e o nosso pessoal vai validar. Uma preocupação importante, se o engenheiro vai lá e faz o laudo na hora do caos e imediatamente a empresa faz a limpeza, quando o nosso engenheiro chegar lá para validar não é o que está escrito no laudo e isso pode criar algum problema. Então é muito importante que eles terminem o laudo e avisem a gente imediatamente. Nós vamos priorizar para que o nosso engenheiro vá e valide o laudo”, explicou.