Ratinho Júnior fala sobre crédito de R$ 175 milhões e prevenção climática em coletiva em Maringá

Governador do Paraná falou sobre investimentos do Estado para conter os danos, auxílio para empresas afetadas e financiamento para prever desastres; fundos para redução de gases e preservação da Mata Atlântica não foram citados.
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O governador Carlos Massa Ratinho Júnior (PSD) participou de uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (4), em Maringá, para falar sobre as medidas de auxílio ao município após o tornado de domingo (1º).

Durante a coletiva, o governador comentou sobre as linhas de crédito destinadas a empresas afetadas pelos temporais no Paraná. Conforme os valores divulgados oficialmente pelo Governo do Estado, são R$ 175 milhões em financiamentos, sendo R$ 100 milhões pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e R$ 75 milhões pela Fomento Paraná.

Os recursos serão oferecidos na forma de empréstimos com juros subsidiados pelo Estado. A linha do BRDE é voltada principalmente a empresas maiores, indústrias e cooperativas. Já a Fomento Paraná atenderá micro e pequenos empresários e comerciantes.

Na linha de microcrédito da Fomento Paraná, serão destinados R$ 50 milhões a empréstimos de até R$ 20 mil, com juro zero para quem mantiver os pagamentos em dia. Outros R$ 25 milhões serão destinados a pequenas e médias empresas, com financiamentos de até R$ 250 mil e juros de 4,22% ao ano, condicionados ao pagamento em dia.

Fundo Estadual de Calamidades

Durante a coletiva, Ratinho Júnior também foi questionado sobre os recursos do Fundo Estadual de Calamidades Públicas (FECAP) que poderiam ser destinados a Maringá. O governador explicou que o fundo recebe aportes financeiros permanentes do Estado e é mantido para atender municípios em situações de emergência.

Segundo ele, a utilização dos recursos em Maringá dependerá do levantamento das necessidades feito pela prefeitura. Ratinho mencionou que o município relatou a necessidade de novos equipamentos para locação e afirmou que o Estado está avaliando o atendimento dentro de sua capacidade orçamentária.

O governador também citou uma reunião com a Defesa Civil e mencionou R$ 70 milhões para a aquisição de novos equipamentos, mas não especificou quanto desse valor será destinado a Maringá.

Meio Ambiente

Questionado sobre investimentos em Meio Ambiente e prevenção de desastres, Ratinho Júnior afirmou que o Paraná já estava “fazendo sua parte” e citou programas de reflorestamento e a aquisição de radares meteorológicos.

“O Paraná foi eleito quatro vezes o estado mais sustentável do Brasil. Somos o estado que tem o maior programa de reflorestamento de árvores nativas do país”.

Ratinho declarou que foram licitados radares, com investimento de R$ 90 milhões da Secretaria de Sustentabilidade, por meio do Instituto Água e Terra (IAT), em parceria com o Simepar. Segundo o governador, o objetivo dos equipamentos é trazer mais previsibilidade diante dos desastres ambientais.

“Esses problemas que nós vamos ter climáticos é uma realidade do mundo, né? Não é um problema do Paraná”, afirmou.

No entanto, o governador não mencionou ações específicas voltadas à resiliência climática, à redução das emissões de gases de efeito estufa ou à preservação da Mata Atlântica.

Ratinho Júnior comentou sobre investimentos para conter os danos da crise climática. Quando questionado sobre se haveria mais investimento em Meio Ambiente para prevenir futuros desastres, o governador afirmou que o Estado está fazendo sua parte. “O Paraná foi eleito quatro vezes o estado mais sustentável do Brasil. Somos o estado que tem o maior programa de reflorestamento de árvores nativas do país”.

Ratinho declarou que foram licitados radares, com investimento de 90 milhões de reais da Secretaria de Sustentabilidade, através do Instituto Água e Terra em parceria com o Simepar. Segundo o governador, o objetivo do financiamento é trazer mais previsibilidade diante dos desastres ambientais. “Esses problemas que nós vamos ter climáticos é uma realidade do mundo, né? Não é um problema do Paraná”, afirma.

No entanto, Ratinho Júnior não citou investimentos voltados à resiliência climática, redução de gases e preservação da Mata Atlântica.