A Secretaria de Saúde de Maringá notificou o Hospital do Câncer da cidade para a retomada imediata das cirurgias oncológicas. A instituição havia suspendido os atendimentos por período indeterminado em razão de problemas financeiros e da dificuldade de recompor o quadro de médicos anestesistas.
A informação sobre os atendimentos havia sido dada inicialmente pela rádio Pinga Fogo FM nessa quinta-feira (29). O Hospital, que realiza mais de 90% dos atendimentos via Sistema Único de Saúde (SUS), encontra-se em recuperação judicial e cita a defasagem da ‘tabela SUS’ como um dos agravantes da crise.
Em nota enviada ao Maringá Post nesta sexta-feira (30), a Prefeitura de Maringá informou que “caso os atendimentos não sejam retomados, a Secretaria poderá remanejar os pacientes para outro prestador de serviço, a fim de garantir a continuidade da assistência”. O município também reforçou que “os valores da tabela SUS são estabelecidos pelo Ministério da Saúde e que os prestadores de serviços devem cumprir integralmente as condições previstas nos contratos firmados”. Leia a nota do Executivo na íntegra:
“A Secretaria de Saúde informa que notificou, nesta quarta-feira, 28, o Hospital do Câncer de Maringá para a retomada imediata das cirurgias eletivas pelo SUS. A medida foi adotada após a Secretaria tomar conhecimento da suspensão dos procedimentos e realizar auditoria na unidade, ocasião em que a direção do hospital relatou dificuldades na composição do quadro de anestesistas. Caso os atendimentos não sejam retomados, a Secretaria poderá remanejar os pacientes para outro prestador de serviço, a fim de garantir a continuidade da assistência. A Secretaria esclarece, ainda, que os valores da tabela SUS são estabelecidos pelo Ministério da Saúde e que os prestadores de serviços devem cumprir integralmente as condições previstas nos contratos firmados”.
A reportagem não conseguiu contato com o Hospital do Câncer de Maringá. Em nota enviada para a rádio Pinga Fogo FM, a instituição de saúde afirmou que está trabalhando para “normalizar as cirurgias o mais rapidamente possível, priorizando os casos de maior urgência oncológica e mantendo absoluta transparência com os pacientes, com as autoridades e com toda a comunidade”.
O Maringá Post procurou a 15ª Regional de Saúde de Maringá para comentar o assunto e aguarda um posicionamento.











