Por que conteúdos históricos com 12 minutos de retenção vencem os virais passageiros nas redes

Criador do Maringá Histórica defende a produção de materiais densos e atemporais, afastando modismos para assegurar prestígio e parcerias corporativas sólidas.
Foto: VMark Estúdio / Maringá Post
Foto: VMark Estúdio / Maringá Post
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Maringá — Em um ecossistema dominado por vídeos de poucos segundos, dancinhas e tendências efêmeras que desaparecem em 24 horas, manter uma audiência atenta por mais de dez minutos parece improvável. No entanto, essa é a métrica consolidada pelos canais do Maringá Histórica. No podcast Ponto a Ponto, Miguel Fernando analisou as estratégias editoriais que garantem relevância permanente às suas produções.

Em diálogo com Ronaldo Nezo, Fernando explicou a distinção entre visibilidade vazia e autoridade sustentável perante a comunidade e os patrocinadores.

“Nós teríamos facilidade técnica e financeira para surfar em trends e buscar milhões de visualizações rápidas. Escolhemos o caminho inverso: 99,9% da nossa energia é gasta em entregar história com apuro documental. O mercado corporativo qualificado prefere associar seu nome à seriedade”, sustentou Miguel.

O conceito de cauda longa na comunicação

O historiador pontuou que o consumo rápido tem validade curta: “Uma publicação informal de dancinha bate milhares de curtidas hoje e morre amanhã. O conteúdo histórico tem cauda longa. Um vídeo que tem 500 visualizações na data de estreia continua sendo assistido com utilidade pública daqui a dez anos por pesquisadores, estudantes e famílias”, comparou.

Os índices comprovam a fidelidade do público maringaense: “No YouTube nossa retenção média é de 12 minutos, enquanto as plataformas móveis registram médias de 3 a 7 segundos por postagem. Dialogamos diariamente com 100 mil pessoas em Maringá, o que equivale a um quarto da população local consumindo história e documentário”, sublinhou.

A independência na apuração também orienta os contratos com marcas: “Quando uma empresa nos procura querendo vídeo publicitário comum, sugerimos que busque agências convencionais. Conosco ela ancora sua marca na valorização de um território ou na memória de um bairro, sem ingerência sobre o roteiro”, assegurou.

Serviço

Apresentação: Ronaldo Nezo

Produção de áudio e vídeo: VMark Estúdio

Assista o episódio completo do podcast no canal do Maringá Post no YouTube.