Moro afirma que indústria terá papel estratégico no governo dele

Durante encontro na Fiep, governador eleito do Paraná apresenta prioridades da gestão e promete manter diálogo permanente com o setor produtivo do Estado
Sérgio Moro disse que vai estar, sempre, de ouvidos abertos e dispostos a dialogar com a classe empresarial - Foto: Víctor Coutant
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A diretoria da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) recebeu, nesta quarta-feira (28), o governador eleito do Estado, Sérgio Moro (PL). No encontro, realizado no Campus da Indústria, em Curitiba, Moro apresentou algumas das prioridades da gestão dele, ressaltando que o fortalecimento do setor industrial é estratégico para o crescimento econômico paranaense. Entre outros temas tratados na reunião, conduzida pelo presidente do Sistema Fiep, Edson Vasconcelos – que é também vice-governador eleito do Paraná -, ele falou ainda sobre a montagem da equipe de governo e afirmou que a gestão dele manterá um relacionamento institucional com o governo federal, sempre em defesa do Paraná.

“Fico muito feliz que fomos bem-sucedidos (na eleição) e pretendemos cumprir todos aqueles compromissos que assumimos, buscando fazer do nosso Paraná, dentro desse universo do Brasil, um exemplo, um modelo de algo diferente de Brasília”, disse o governador eleito.

“Evidentemente, não com muros, não com qualquer espécie de antagonismo desnecessário com o governo federal, mas queremos seguir um caminho diferente, um caminho em que a gente acredita, que é o caminho da prosperidade, da liberdade, da modernização, de buscar transformar o Paraná em um Estado mais competitivo”, completou.

Setor Desempenha Papel Estratégico

Segundo Moro, para que o Paraná ganhe esse impulso, o setor industrial tem um papel estratégico.

“Vamos colocar a indústria não só como uma parceira, mas identificar aqueles pontos de estrangulamento que nós conhecemos e que acabam impactando a produtividade e toda a potencialidade do crescimento econômico do Paraná, dos vários setores, mas em especial do industrial”, afirmou.

Agenda Anticorrupção

Para melhorar o ambiente de negócios do Estado, Moro também explicou que o governo dele vai trabalhar fortemente em uma agenda anticorrupção.

“A ideia é a gente ter um controle preventivo dentro do Estado que seja real. Vamos criar uma secretaria anticorrupção, porque a gente sabe que, além da carga tributária pesada que existe no nosso País, que gera ineficiência, tem muitas vezes a taxa da propina, que impede um desenvolvimento mais adequado da atividade econômica. Nós teremos tolerância zero para isso dentro do nosso governo, cumprindo o compromisso que fizemos e, também, destoando da linha que se segue em Brasília”, declarou.

Estrutura do Governo

Moro ressaltou ainda que a montagem da equipe de governo está sendo feita com tranquilidade, pensando estrategicamente na formação do secretariado e no enxugamento da estrutura administrativa.

“Queremos preparar um governo enxuto. Temos uma promessa de corte de secretarias, já que a estrutura hoje está inchada, com 24 secretarias. E vamos escolher pessoas com perfil técnico, preparadas”, disse.

Segundo ele, os dois nomes anunciados até o momento – de Priscilla Santana, para a Fazenda; e Fátima Gavioli, para a Educação – têm essa característica.

“Foram escolhidas duas mulheres absolutamente eficientes e renomadas nas suas áreas específicas”, justificou.

Relacionamento Institucional com Brasília

Quanto ao relacionamento com o governo federal, o governador eleito afirmou que vai atuar de maneira institucional.

“A questão das diferenças pessoais ou ideológicas não muda o fato de o Paraná ser um Estado da Federação, que tem todos os direitos e prerrogativas no relacionamento com o governo federal. Da minha parte, a gente vai focar na administração do Estado e não na disputa política mais ampla, mas vamos continuar também defendendo o Paraná lá em Brasília”, afirmou.

Proximidade com a Bancada no Congresso Nacional

Um ponto que Moro afirmou ser fundamental nessa defesa do Estado é uma relação mais próxima com a bancada de parlamentares paranaenses no Congresso Nacional.

“Algo que sempre observei de maneira crítica nesse período que estive lá em Brasília (como senador) foi que nós não tínhamos uma orientação por parte do Governo do Paraná sobre o impacto social ou econômico que políticas aprovadas lá tinham no nosso Estado. Nós queremos ter uma bancada federal que tenha autonomia decisória, evidentemente, porque o parlamentar vota segundo sua consciência, mas que pelo menos seja orientada de que a aprovação de uma lei pode impactar negativamente a atividade econômica do nosso Estado. Temos que ter esse acompanhamento mais de perto”, explicou.

Diálogo com o Segmento Produtivo

Ao finalizar a fala, o governador eleito ressaltou que deixará a administração dele sempre aberta ao diálogo com o setor produtivo paranaense.

“A gente sabe que essa era uma queixa constante dos setores representativos da economia. Nós sempre vamos estar de ouvidos abertos e dispostos a dialogar”, concluiu.