A Prefeitura de Maringá conseguiu reduzir a taxa de juros e ampliar, em mais 13 anos, o prazo de pagamento de uma dívida com o Banco do Brasil, atualmente estimada em R$ 127 milhões. O contrato entre o município e a instituição financeira, para o reajuste dos termos, foi assinado nesta semana.
O anúncio foi feito pelo prefeito de Maringá, Silvio Barros (PP), durante reunião plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem) na manhã desta quarta-feira (28). O prolongamento faz parte de um edital, lançado pela Prefeitura em 2025, que convidou instituições financeiras públicas e privadas a ‘comprarem’ dívidas do Executivo a taxas consideradas mais vantajosas para o município.
Na ocasião, quatro instituições financeiras demonstraram interesse em assumir o pagamento de R$ 500 milhões em dívidas do poder público de forma imediata. Em troca, a Prefeitura de Maringá passará a pagar esses bancos, mas com prazos de pagamento maiores e juros menores do que os acordos anteriormente vigentes. Os acordos foram encaminhados em novembro de 2025 e o projeto do Executivo, pedindo autorização para a medida, foi aprovado pela Câmara em abril de 2026.
Em entrevista ao Maringá Post, o secretário de Fazenda de Maringá, Carlos Augusto Ferreira, explicou que o contrato com o Banco do Brasil prevê, ainda, 12 meses de carência, com o pagamento iniciando apenas em outubro de 2027. Caso não houvesse o prolongamento, a dívida total teria que ser quitada em, no máximo, dois anos. Agora, o novo acordo prevê 15 anos de prazo com taxas de juros atreladas ao CDI +1,3% ao ano.
“Essas são dívidas antigas que já foram para múltiplas necessidades do município e nós estamos trabalhando um custo mais apropriado. Em especial essa do Banco do Brasil, ela estava negociada a uma taxa de CDI mais 6% ao ano. Nós renegociamos para CDI mais 1.3%, com 12 meses de carência e 15 anos de amortização, dando um fôlego importante para o município dirigir esses custos de juros para investimentos”, explicou.
Ainda conforme o secretário, há a expectativa para que os contratos com as demais instituições para o prolongamento de outros R$ 370 milhões em dívidas sejam assinados ainda neste ano.
“Todo o nosso projeto está aprovado, a única coisa é que o avalizador do município é a Secretaria do Tesouro Nacional, que fechou a janela para este tipo de negoicação no momento. Abriu uma janelinha, nós encaixamos essa e estamos aguardando para encaixar a próxima. Nós gostaríamos de estar com todos assinados em 2026 para que o plano de 2027 não tivesse nenhum custo de juros extra. Mas nós não podemos prever porque depende da União”, finalizou.
















