Famílias fazem carreata para celebrar recuperação de menino de 10 anos que teve pescoço cortado por cerol em Paiçandu; VÍDEO

Miguel Arthur Firmínio Andreali recebeu alta do Hospital Universitário de Maringá na tarde dessa terça-feira (27) e foi recebido por familiares e amigos, que realizaram uma corrente de oração ali mesmo. No início da noite, carreata no município vizinho reuniu dezenas de veículos.
Menino foi recebido por familiares na saída do Hospital, na tarde dessa terça-feira (27) | Foto: André Almenara/Reprodução
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Dezenas de famílias se reuniram em uma carreata no início da noite dessa terça-feira (27), em Paiçandu, para celebrar a recuperação de uma criança, de 10 anos, moradora da cidade e que teve o pescoço cortado por uma linha de pipa com cerol. Miguel Arthur Firmínio Andreali recebeu alta do Hospital Universitário de Maringá (HUM) na tarde dessa terça-feira e foi recepcionado por familiares e amigos, que realizaram ali mesmo uma corrente de oração.

O menino estava internado no HUM desde o acidente, ocorrido no dia 12 de outubro, feriado de Dia das Crianças. A carreata percorreu diversas ruas e avenidas de Paiçandu em forma de agradecimento. O acidente comoveu a cidade.

Ele andava de bicicleta próximo a casa dele quando foi atingido pelo objeto cortante. Na ocasião, a Polícia Militar (PM) chegou a prender em flagrante um suspeito de fabricar e comercializar a linha, que é proibida.

Doações de sangue triplicam

A comoção ao redor do caso de Miguel gerou uma verdadeira onda de solidariedade na região. O Hemocentro Regional de Maringá, gerido pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), registrou um volume de candidatos de três a quatro vezes superior à média diária do banco público.

Em apenas três dias, a unidade atendeu 240 voluntários. Somente na última quarta-feira (14), 130 pessoas compareceram ao local — número muito acima da média habitual de 50 doações diárias. Segundo a triagem, cerca de 80% dos doadores afirmaram ter ido ao Hemocentro motivados pelo estado de saúde do menino.

“A corrente de solidariedade é muito bem-vinda e pode, inclusive, servir para incentivar a formação de doadores regulares. Manter o estoque abastecido é crucial não apenas para emergências como esta, mas para salvar vidas diariamente na região”, destacou o diretor do Hemocentro, Gerson Zanusso Jr.