O Itaú Unibanco anunciou nesta segunda-feira (26) um acordo para comprar 100% da NeoSpace, empresa brasileira especializada em inteligência artificial (IA). O negócio foi avaliado em R$ 2,925 bilhões e reforça a estratégia do banco de investir em tecnologia.
A aquisição ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Banco Central para ser concluída.
O que o banco pretende ganhar?
A NeoSpace desenvolve sistemas capazes de analisar grandes volumes de informações e identificar padrões que podem passar despercebidos em análises convencionais.
Na prática, essa tecnologia pode ajudar o banco a avaliar pedidos de crédito, conhecer melhor as necessidades dos clientes e identificar possíveis fraudes.
O Itaú já trabalhava com a empresa havia quase dois anos. Em janeiro de 2025, o banco havia investido US$ 15 milhões para adquirir 15% da startup. Agora, pretende assumir o controle total da companhia.
Inteligência artificial no atendimento
A compra também deve fortalecer a ia.i, plataforma de inteligência artificial do Itaú que permite aos clientes conversar com o banco em linguagem simples.
A proposta é facilitar tarefas como tirar dúvidas financeiras, obter orientações e acessar serviços sem depender exclusivamente dos menus tradicionais do aplicativo.
Com a nova tecnologia, o banco pretende desenvolver soluções mais adaptadas ao perfil e às necessidades de cada cliente.
Uma estratégia de longo prazo
A compra da NeoSpace faz parte de um movimento maior do Itaú para ampliar sua capacidade tecnológica.
Em vez de apenas contratar soluções prontas de outras empresas, o banco busca desenvolver ferramentas próprias e ter maior controle sobre as tecnologias utilizadas em seus negócios.
A NeoSpace deverá manter sua equipe e continuar operando com gestão própria, sob o comando de seu atual presidente, Bruno Pierobon.
O pagamento pela aquisição será dividido entre uma parcela inicial e valores a serem pagos ao longo de cinco anos, conforme as condições do acordo.
O que muda para os clientes?
A expectativa é que a inteligência artificial torne o atendimento mais rápido, ajude na análise de crédito e amplie a oferta de serviços personalizados.
Para o Itaú, o investimento representa uma aposta na tecnologia como parte central do negócio bancário.
O resultado, porém, dependerá da capacidade de transformar esse investimento em serviços eficientes, seguros e úteis para os clientes.
















