Criança de 10 anos que teve o pescoço cortado por linha de cerol em Paiçandu deixa a UTI

A expectativa é de que o pequeno Miguel Arthur Firmínio Andreali possa receber alta hospitalar nos próximos dias. Criança está internada no Hospital Universitário de Maringá (HUM) desde o acidente, ocorrido no dia 12 de outubro.
Miguel Arthur Firmínio Andreali
Foto: Reprodução/Redes Sociais
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O menino de 10 anos que ficou em estado grave após ter o pescoço cortado por uma linha de cerol, em Paiçandu, deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário de Maringá (HUM). A informação foi confirmada a reportagem na noite de sexta-feira (23). Miguel Arthur Firmínio Andreali foi transferido para um leito de enfermaria e apresenta boa evolução clínica, com a expectativa de que possa receber alta hospitalar nos próximos dias.

Miguel está internado na unidade hospitalar desde o acidente, ocorrido no dia 12 de outubro, feriado de Dia das Crianças. Ele andava de bicicleta próximo a casa dele quando foi atingido pelo objeto cortante. Na ocasião, a Polícia Militar (PM) chegou a prender em flagrante um suspeito de fabricar e comercializar a linha, que é proibida.

Para salvar a vida da criança, a equipe do SAMU Regional Norte Novo (SAMU Aéreo) realizou uma transfusão de sangue de emergência dentro da ambulância, procedimento decisivo para estabilizar o garoto até a chegada à UTI do HUM. Na quarta-feira, a criança foi desintubada e começou a interagir com a equipe médica.

Doações de sangue triplicam

A comoção ao redor do caso de Miguel gerou uma verdadeira onda de solidariedade na região. O Hemocentro Regional de Maringá, gerido pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), registrou um volume de candidatos de três a quatro vezes superior à média diária do banco público.

Em apenas três dias, a unidade atendeu 240 voluntários. Somente na última quarta-feira (14), 130 pessoas compareceram ao local — número muito acima da média habitual de 50 doações diárias. Segundo a triagem, cerca de 80% dos doadores afirmaram ter ido ao Hemocentro motivados pelo estado de saúde do menino.

“A corrente de solidariedade é muito bem-vinda e pode, inclusive, servir para incentivar a formação de doadores regulares. Manter o estoque abastecido é crucial não apenas para emergências como esta, mas para salvar vidas diariamente na região”, destacou o diretor do Hemocentro, Gerson Zanusso Jr.