Maringá deve receber R$ 700 milhões do 13º salário

O 13º salário deve movimentar cerca de R$ 700 milhões entre trabalhadores formais de Maringá, segundo estimativa de economista. A projeção não inclui aposentados e pensionistas.
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Estimativa para 2026 considera trabalhadores com carteira assinada e não inclui aposentados e pensionistas; primeira parcela vence em 30 de novembro.

O pagamento do 13º salário deve movimentar aproximadamente R$ 700 milhões em Maringá em 2026, segundo estimativa divulgada pela economista Juliana Franco. O cálculo considera trabalhadores com carteira assinada e não inclui aposentados e pensionistas.

A projeção representa um aumento de 15% em relação ao valor de referência utilizado pela economista para 2025. Segundo a estimativa, serão pouco mais de R$ 90 milhões adicionais em circulação na economia local.

Maringá tinha 170.855 trabalhadores no mercado formal, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) citados no levantamento.

No Paraná, a previsão apresentada pela economista é de aproximadamente R$ 13 bilhões em pagamentos de 13º salário aos trabalhadores com carteira assinada.

O dinheiro adicional costuma reforçar o consumo no fim do ano, período marcado pela Black Friday e pelas compras de Natal. Parte dos trabalhadores também utiliza o benefício para quitar dívidas, formar uma reserva ou se preparar para despesas de janeiro, como IPVA e IPTU.

O impacto, entretanto, não se transforma integralmente em vendas no comércio. Os recursos também podem ser destinados a pagamentos de empréstimos, contas atrasadas e poupança.

Pela legislação, a primeira parcela do 13º salário deve ser paga até 30 de novembro, e a segunda, até 20 de dezembro. Como as datas-limite caem em dias úteis em 2026, são esses os prazos previstos para o pagamento.

O valor de R$ 700 milhões é uma projeção, não o total já pago ou efetivamente gasto na cidade. Além disso, estimativas divulgadas anteriormente para Maringá apresentam valores diferentes, conforme a metodologia e os grupos considerados. Por isso, a comparação com 2025 deve levar em conta a base utilizada em cada cálculo.